Zona Norte amplia número de cirurgias
Convênio entre prefeituras e Secretaria da Saúde do Paraná possibilitou melhorar e aumentar atendimento no hospital
Da Redação
Arquivo FolhaCrescimentoHospital Estadual Zona Norte, em Londrina: até 230 cirurgias realizadas por mês depois de parceria feitaO Hospital Estadual Zona Norte, em Londrina, conseguiu aumentar em 130% o número de cirurgias realizadas desde o início do ano, chegando a 230 operações por mês. O avanço no atendimento deve-se ao convênio entre a Secretaria da Saúde, a Prefeitura de Londrina e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), composto por 19 municípios da região.
Devido a parceria, em que o governo do Estado repassa verbas para o Cismepar investir em melhorias no hospital, a população conta agora com um serviço de melhor qualidade. O Zona Norte - que fazia apenas cirurgias geral, infantil e vascular - passou a trabalhar com as áreas de otorrinolaringologia, oftalmologia, urologia, ortopedia e plástica corretiva. Todos as operações são custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
‘‘Além de aumentar a nossa capacidade, também houve uma melhora significativa no atendimento, pois estamos suprindo necessidades em diversas especialidades’’, afirma a diretora do hospital, Denise da Silva Sardinha. Além disso, o hospital ganhou novos equipamentos para enfermaria, pronto-socorro e laboratório de análise clínicas.
O tempo de espera por uma cirurgia também caiu drasticamente. Antes do convênio, firmado no fim do ano passado, os pacientes chegavam a aguardar até seis meses para serem operados. Hoje, a espera varia de uma semana a um mês. Isso se deve, principalmente, ao aumento no número de médicos disponíveis para intervenções cirúrgicas. Além dos seus 33 médicos, o Zona Norte recebe o reforço de 75 profissionais que trabalham no Cismepar.
Expansão Os investimentos feitos pelo governo por meio do consórcio, que chegam a R$ 220 mil, vão ser usados para equipar mais 15 leitos, construídos na última reforma por que passou o hospital em 1996. Com isso, o Zona Norte vai contar em breve com 56 leitos, quase o dobro do que tinha há um ano e meio.
Junto com a ampliação vêm as melhorias no laboratório de análises clínicas, que faz cerca de 3 mil exames por mês - o dobro do registrado em março passado. O laboratório passará a fazer exames de sódio e potássio, que hoje são realizados pelo Hospital Universitário de Londrina. ‘‘Vamos ganhar tempo e o resultado sairá muito mais rápido’’, diz Denise Sardinha.
Com a melhoria dos serviços, a direção do Zona Norte também aposta na qualidade do atendimento, com cursos periódicos aos funcionários. Eles são orientados a prestar o melhor atendimento ao público. Isso se deve, principalmente, ao grande número de pessoas que passam pelo hospital. São atendidos cerca de 10 mil pacientes todos os meses. O pronto-socorro atende a 450 pessoas por dia. ‘‘Estamos bem equipados e vamos continuar ampliando e melhorando os serviços e o atendimento’’, garante a diretora. O Zona Norte é um hospital secundário, ou seja, não realiza cirurgias de grande porte, pois não possui Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Nesses casos, os pacientes são encaminhados para os hospitais Evangélico, Santa Casa ou Universitário.

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