Zona Leste recebe mutirão contra dengue
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Carolina Avansini<BR> Reportagem Local 
Um grande mutirão para recolher entulhos, lixo e outros materiais passíveis de acúmulo de água será realizado hoje e amanhã pela Prefeitura de Londrina em vários bairros da Zona Leste. O objetivo é eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue - Aedes aegypt. O sinal de alerta sobre o risco de uma epidemia da doença no município foi dado pelo último levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Lira), realizado em outubro, que identificou uma infestação de 1,1% no local, contra o índice de 0,5% no resto da cidade.
Em 2010, foram registrados 1.950 casos de dengue em Londrina, contra 104 pessoas contaminadas no ano anterior. No início de dezembro, reportagem da FOLHA antecipou que o clima quente, as chuvas intensas e a falta de prática dos agentes de endemias contratados para substituir os profissionais ligados ao Ciap prenunciavam que Londrina poderia enfrentar uma epidemia neste verão.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, a substituição dos funcionários está em andamento e não deve prejudicar a ação. ''O problema maior é a conscientização da população, que deve entender a importância de evitar lixo que possa servir para acumulo de água.''
O vice-prefeito José Ribeiro informou que serão mobilizadas aproximadamente 300 pessoas, entre funcionários públicos e terceirizados, para realizar o trabalho em bairros como Santa Fé, Marabá, Monte Cristo, Morro do Carrapato, Ideal, Santa Terezinha e Interlagos. De 25 a 30 caminhões estarão disponíveis para recolher o lixo. ''Também visitaremos ecopontos e margens de rodovias e ferrovias. A população deve colaborar recolhendo e colocando o lixo para fora'', disse.
Bedrossian ressaltou que, na Zona Leste, agentes de endemias identificaram acumulo exagerado de lixo. ''Encontramos desde saquinhos plásticos até móveis largados na rua.'' Segundo ele, a grande presença de trabalhadores da coleta seletiva de materiais recicláveis é um agravante. ''É preciso conscientizar essas pessoas de que a dengue é perigosa e mata. Por uma questão cultural, muita gente não dá importância ao mosquito. Eles não imaginam que estão dormindo com o inimigo'', comparou.
Ribeiro acrescentou que serão necessárias ações mais contínuas para controlar a dengue nas casas dos recicladores. ''Será preciso oferecer mais locais para armazenamento dos materiais recicláveis, como já acontece nas cooperativas. Casa é local de moradia, não é lugar para amontoar lixo.''


