A Secretaria de Saúde de Londrina confirmou, ontem, um surto de dengue no Assentamento Novo Amparo II, na Zona Leste. O Laboratório Central do Estado (Lacen) confirmou 13 casos da doença em moradores do local e um caso no conjunto habitacional Armindo Guazzi, na mesma região da cidade. Os casos são referentes a notificações realizadas durante o mês de novembro.
A gerente do serviço de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, Josemari de Arruda Campos, disse que já foram tomadas medidas para conter o surto nos bairros. ''A partir das notificações e antes mesmo das confirmações dos casos, nós implementamos uma série de medidas para conter o surto. Os agentes de controle da dengue estiveram lá realizando um arrastão, em que foi retirado um caminhão de lixo'', disse. No assentamento, são cerca de 60 casas onde moram aproximadamente 300 pessoas.
A secretaria está fazendo a aplicação de larvicida para eliminar os focos, orientando os moradores sobre as formas de combater o mosquito e monitorando os casos. Também vão ser colocadas três caçambas no local para armazenar o lixo, que será removido toda semana. ''Queremos evitar o acúmulo de lixo nos terrenos baldios e nos domicílios para obter o controle da situação'', informou.
Segundo Josemari, em visitas feitas pelos agentes de controle da dengue foi constatado que os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, estão, em sua maioria, em recipientes usados para armazenar água, por exemplo latas, bacias e baldes. ''É um local precário, que não conta com abastecimento de água, por isso as pessoas guardam água da chuva para consumo em recipientes destampados, o que acaba servindo de criadouro para o mosquito transmissor'', explicou. Os moradores armazenam água também em três caixas d'água que ficam na rua. Depois da orientação dos agentes de combate à dengue elas permanecem tampadas.
O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), Carlos Eduardo Afonseca, disse que o assentamento existe há três anos e que no local não há água nem energia elétrica. De acordo com ele, o processo de licitação para a instalação deste serviços está sendo feita e até janeiro a situação deve estar regularizada. ''Nós já havíamos começado o processo de licitação quando fomos informados pela secretaria dos casos de dengue que estavam acontecendo no local. Até janeiro os moradores devem estar com os serviços de água e energia elétrica funcionando'', afirmou.
No total, a cidade tem hoje 385 casos de dengue. Para Josemari, as chuvas dos últimos dias ampliaram o risco de dengue. ''Estamos com um grande risco de epidemia em Londrina. Como no verão o ciclo evolutivo do mosquito é em torno de oito dias e as chuvas são constantes, temos que redobrar a vigilância e contar com participação de toda comunidade, porque onde tem água parada há chance de proliferação do mosquito''.

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