Zona Leste de Londrina foi a mais prejudicada pela chuva
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domingo, 16 de outubro de 2011
Kalinka Amorim/ Redação FolhaWeb 
A chuva que caiu na tarde de sábado (15) causou alagamentos e muitos estragos em Londrina. De acordo com o sargento Santos do Corpo de Bombeiros, a Zona Leste foi a região mais atingida.
Uma ponte construída no final da Avenida das Maritacas caiu devido a força das águas e uma caminhonete F250, que furou o bloqueio realizado por guardas municipais, caiu e foi retirada nesta manhã pela equipe dos bombeiros. Ninguém foi encontrado no veículo e as buscas continuam, mas os estragos não param por aí.
César Cordista, web designer e morador da Rua Coelho Neto, no Jardim Progresso (Zona Leste), informa que a água, ontem, chegou na cintura dos moradores. "O muro de um antigo frigorífico se transformou em uma barragem e, pela força da água, não aguentou e estourou inundando o Ribeirão Quati que transbordou trazendo muito prejuízo", conta.
De acordo com ele, muitas famílias perderam tudo o que tinham. "Os móveis de muitas casas estão todos destruídos. As pessoas, apesar de estarem sem nada, até mesmo comida, continuam nas casas", informa.
Cordista, ontem, conversou com soldados do Corpo de Bombeiros, que afirmaram que as casas não correm risco de desabamento. "Se a chuva voltar a cair forte há risco de um novo alagamento", resigna-se.
Ele alega que as árvores plantadas nas imediações do Ribeirão Quati, nas proximidades de sua casa, são antigas, da época em que Londrina foi colonizada, e correm risco de queda.
"Já reclamamos na prefeitura e eles alegam que essa região é fundo de vale e por isso não podem mexer. As árvores estão podres e com essa chuva corremos o risco delas caírem, 90% delas são bem maiores que as casas. Se uma árvore dessa cair atravessa toda a rua e não sabemos o que pode acontecer", indigna-se.
O morador pede que providências sejam tomadas. "Gostaria que a prefeitura tomasse uma posição. Mesmo havendo uma legislação que ampara o meio ambiente ela não pode prevalecer sobre a vida humana. O risco que corremos é grande. Nosso prefeito, enquanto jornalista, criticava todos esses problemas e agora está fazendo pior", desabafa.


