Em 1993, uma comitiva de empresários de Foz do Iguaçu foi à capital amazonense, com a proposta de comercializar produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM) na cidade. O ex-secretário municipal de Indústria e Comércio, Roberto Apelbaum, liderou o grupo, que foi recebido na casa do então governador Gilberto Mestrinho (PMDB).
Basicamente, o projeto consistia no transporte de eletroeletrônicos e motocicletas diretamente de Manaus, para venda em Foz. Na ocasião, os empresários se deparavam com a crise no comércio de motos. Por falta de compradores, a fábrica da Honda, por exemplo, estava exportando para o próprio Japão.
O então superintendente da ZFM, Manoel Rodrigues, classificou a idéia de ‘‘ovo de Colombo’’. A Secretaria da Fazenda analisou o projeto e houve uma reunião com cerca de 50 diretores e representantes de entidades comerciais amazonenses, mas em seguida, o governo daquele Estado silenciou.
No entanto, a ZFM perdeu a oportunidade de iniciar seus negócios em Foz, antes do surgimento da Área de Livre Comércio. No calor das discussões, um representante do Clube de Diretores Lojistas confundiu-se.
Mais discursivo que prático, ele gritou: ‘‘Foz e Ciudad del Este são a mesma coisa’’. Três anos depois, em 96, um deputado amazonense demonstrou que o conceito sobre Foz não mudou e que a inimizade ‘comercial’ entre Manaus e Foz estava mais forte do que nunca. O deputado defendeu a ‘‘explosão da Ponte da Amizade’’.

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