A Zona Azul (estacionamento regulamentado) deverá ter ampliado novamente o número de vagas nas ruas da área central de Londrina. A partir de um decreto emitido em setembro do ano passado, oito ruas foram selecionadas, para que gradativamente, em determinados trechos, seja implantado o serviço. Na semana passada, três deles já foram sinalizados para início da cobrança do estacionamento: Avenida Rio de Janeiro (entre as ruas Pará e Goiás e, entre Sergipe e Benjamin Constant) e na Rua São Paulo (entre Pará e Goiás). Hoje, a Zona Azul, que custa R$ 0,60 a hora, tem 1.300 vagas na região central. Com esse número, a rotatividade é de 10.400 veículos estacionando em média, uma hora por dia.
Segundo o diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, a implantação dos demais trechos depende apenas da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), que administra a Zona Azul. ''A entidade precisa selecionar outros garotos para trabalharem como fiscais'', declara.
Quem não está muito contente com a ampliação da Zona Azul são os motoristas. O empresário Flávio Pretko acha uma ''sacanagem'' não ter mais lugar na rua para deixar o carro sem precisar pagar. ''Quando não temos que pagar a Zona Azul, temos que dar dinheiro para os flanelinhas'', declara indignado com a situação.
Na opinião da psicóloga Ana Maria Leonarde, a única vantagem do estacionamento regulamentado é a rotatividade e a questão social do projeto desenvolvido pela Epesmel, que garante emprego aos adolescentes. Por outro lado, segundo ela, apesar de ter que pagar pelo tempo que se fica estacionado, na rua, o carro não tem segurança alguma.
Conforme Grotti Júnior, o fluxo intenso de veículos, a expansão do comércio e a solicitação dos próprios usuários são os principais critérios utilizados para escolher as ruas que têm a necessidade de rotatividade de veículos nas vagas disponíveis. As próximas ruas que terão novos trechos com Zona Azul são Pará, São Paulo, Mato Grosso, Cambará, Alagoas e Espírito Santo.
De acordo com o levantamento feita pela CMTU, hoje, Londrina tem uma frota de 170 mil veículos, sendo que em circulação constante são cerca de 80 mil. Com a ampliação da área do estacionamento regulamentado, a expectativa da Epesmel, que arrecada entre R$ 90mil a R$ 120 mil por mês, é que também aumente o número de vagas para fiscais.
Segundo o diretor da escola, Padre Lídio Roman, atualmente, 230 menores da entidade atuam como fiscais. ''É preciso esperar um mês para saber se compensa disponibilizar outros garotos para os trechos implantados'', argumenta.

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