Zona Azul será expandida até bairros
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segunda-feira, 19 de outubro de 1998
Giovani Ferreira 
O sistema de estacionamento regulamentado, antes restrito somente ao Centro de Ponta Grossa, começa a se expandir para os bairros. Na última semana, a Zona Azul passou a vigorar na Avenida Visconde de Taunay, onde ficam a Câmara de Vereadores, a Delegacia da Receita Federal e a prefeitura municipal, já na altura do bairro da Ronda.
O próximo passo será a implantação do sistema no bairro Nova Rússia, considerado o segundo centro comercial de Ponta Grossa. Devido ao grande número de agências bancárias e estabelecimentos comerciais existentes no bairro, a falta de estacionamento é um dos principais problemas no local.
No caso da expansão para a Ronda, Ivo Sachet, diretor da Zona Azul, explica que o estacionamento regulamentado não foi implantado dentro do bairro, mas sim numa área intermediária com o centro. Nas quadras onde a Zona Azul começou a vigorar, existiam muitos problemas de rodízio de veículos.
De acordo com Ivo, as pessoas que chegavam para trabalhar na prefeitura ou na Receita Federal, por exemplo, ocupavam as vagas disponíveis durante o dia todo. Isso acabava dificultando a vida de quem precisava fazer alguma coisa nesses órgãos. A Zona Azul foi implantada nesse trecho da Visconde de Taunay por solicitação da prefeitura municipal.
Se por um lado a Fundação Proamor, que administra a Zona Azul, está tentando resolver os problemas que começam a surgir nos bairros, por outro alsumas situações se agravam na área central da cidade. Existem ruas onde o estacionamento não foi implantado, que ficam o dia todo com o trânsito congestionado.
Para fugir das áreas com Zona Azul, os motoristas estacionam onde o estacionamento ainda não está regulamentado. É o caso da Rua Tiradentes, que é estreita e os carros ainda são estacionados nos dois lados. Hoje a Zona Azul arrecada uma média de R$ 90 mil por mês. Esses recursos são aplicados na manutenção do sistema e repassados para dezenas de creches da cidade. De acordo com Ivo, aproximadamente 30% da arrecadação serve para cobrir as despesas com o sistema, e 60% é para as creches, que atendem mais de quatro mil crianças.


