Zona Azul será ampliada em Londrina
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quinta-feira, 12 de março de 1998
Célia Baroni 
O tamanho da Zona Azul vai aumentar. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) começou ontem a implantação do sistema na rua Professor João Cândido, no trecho entre a rua Pará e a avenida Leste-Oeste (área central). Trecho da avenida Duque de Caxias, entre a avenida Juscelino Kubitscheck e a rua Jorge Velho, também vai ser transformado em Zona Azul.
O ditetor técnico do Ippul, Juan Monastério, explica que a ampliação da área da Zona Azul é necessária para garantir a rotatividade nas vagas de estacionamento e melhorar o fluxo de veículos na região central. Todo planejamento é feito para garantir a manutenção do número de vagas para estacionamento. A Zona Azul é apenas um sistema para forçar a rotatividade, comenta. Monastério diz que a cobrança pressiona o motorista a ficar o menor tempo possível ocupando a vaga.
Atualmente, a Zona Azul funciona em 63 locais de Londrina, totalizando 1.014 vagas, todas na área central. O sistema é administrado pela Escola Profissional e Social do Menor (Epesmel), que detém a exploração do serviço. Para definir a inclusão de uma área na Zona Azul, o Ippul realiza uma pesquisa no local, levantando o tempo de permanência de cada veículo nas vagas de estacionamentos das vias públicas.
Juan Monastério informa que, no trecho da João Cândido que está sendo transformado em Zona Azul, foram encontramos casos de veículos que ficam no mesmo local por vários dias. Nosso trabalho é garantir que todos tenham condições de estacionar e, para isso, é preciso garantir a rotatividade de veículos.
Ele admite que a tendência é, a médio ou longo prazo, implantar a Zona Azul em toda a região central, como já acontece em São Paulo e Curitiba. É a única alternativa para evitar o caos no centro da Cidade, afirma o diretor técnico do Ippul. Monastério, porém, garante que a Zona Azul vai ser implantada gradativamente, na medida em que houver novas demandas. O Ippul estima que existam 149 mil veículos trafegando diariamente na Cidade.
A preocupação com o fluxo de veículos está também no Código Nacional de Trânsito, que obriga as empresas geradoras de tráfego - que têm um grande número de funcionários ou movimentam um grande número de clientes - a oferecer alternativa de estacionamento, fora das vias públicas. O novo Código impõe uma parceria entre poder público e iniciativa privada para resolver o problema, diz Monastério. A parceria, segundo ele, é de interesse das próprias empresas, que precisam garantir acesso fácil a clientes e funcionários.


