Zona Azul faz dia de protesto
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quarta-feira, 02 de maio de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Os motoristas que deixaram seus veículos estacionados no centro de Ponta Grossa ontem não precisaram usar cartão do estacionamento regulamentado Zona Azul. É que as 105 funcionárias, entre orientadoras, supervisoras e pessoal administrativo do quadro da Zona Azul fizeram um dia de protesto e não saíram às ruas. Eles pedem reposição salarial, que não acontece desde junho de 1997.
Hoje, para trabalhar seis horas diárias debaixo de sol e chuva, como as próprias funcionárias ressaltam, elas recebem R$ 222,97 e estão inscritas no nível 6 do quadro geral da prefeitura. No dia 25 de abril a categoria encaminhou à prefeitura uma proposta, pedindo elevação para o nível 10, cujo salário é de R$ 292,90. Mas a prefeitura ainda não havia se posicionado a respeito.
A categoria então pediu uma reunião com a diretoria da Fundação Proamor, que engloba a Zona Azul. Esta reunião foi marcada para ontem, às 10 horas. E para a surpresa da presidente da fundação e secretária municipal de Assistência Social, Solange Barros, as funcionárias chegaram na reunião decididas a parar o trabalho.
O secretário municipal de Administração e Negócios Jurídicos, Claudimar Barbosa, também participou da reunião e pediu um prazo até sexta-feira para que a prefeitura dê sua posição. Estamos fazendo o levantamento do impacto desse aumento na folha de pagamento da prefeitura e se for possível daremos o aumento. Se não for, apresentaremos uma contraproposta, disse Barbosa.
Hoje as orientadoras de trânsito voltam para as ruas e prometem aguardar o posicionamento da prefeitura até sexta-feira, quando será feita uma nova assembléia em que a categoria decide se aceita ou não a proposta apresentada.
Com a paralisação de ontem a Fundação Proamor deixou de arrecadar cerca de R$ 5 mil. Por mês o estacionamento regulamentado em Ponta Grossa rende de R$ 100 mil a R$ 120 mil. Esse dinheiro é usado para manter as 51 creches da Fundação Proamor.


