A solução partiu de duas funcionárias incomodadas com o mau cheiro provocado pelo excesso de fezes de pombos. Agora, porém, foi institucionalizada. A coordenação da Zona Azul decidiu adotar o uso de máscaras protetoras para os orientadores de trânsito que atuam no entorno do Bosque Central de Londrina. O órgão fez a compra dos equipamentos e vai distribuir para os fiscais à medida que forem designados para os setores do local, uma vez que o trabalho é feito por sistema de rodízio.
De acordo com o coordenador Wellington Luís Marcatti, a medida foi tomada devido à preocupação com a saúde dos funcionários. Um estudo sobre os riscos à exposição aos excrementos encomendado pelo órgão vai balizar a decisão sobre o uso da máscara, que pode até ser incluída na lista de Equipamentos de Proteção Individual dos trabalhadores. ''A princípio, o uso é opcional e a prioridade é a região do Bosque, uma vez que é a área mais prejudicada pelo problema'', afirmou.
De acordo com o analista técnico Gilmar Domingues Pereira, da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), foi feita uma lavagem da área na noite de quarta-feira. Na manhã de ontem, funcionários da empresa terceirizada responsável pela manutenção de áreas públicas na cidade estavam novamente fazendo a limpeza do Bosque.
''Vamos fazer um acompanhamento mais próximo deste trabalho'', garantiu Pereira. Outro ponto que é alvo de reclamações é a praça que fica no entroncamento das ruas Sergipe e Quintino Bocaiuva, que seria vistoriada ontem para que a empresa seja cobrada quanto à manutenção do local.
O problema da superpopulação de pombos na Área Central será discutida hoje de manhã pelo grupo de estudos formado por servidores de carreira.

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