A possível ampliação da cobrança de Zona Azul para o período noturno divide opiniões em Londrina. O vice-presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina, Alzir Bocchi, apóia a proposta. Por outro lado, o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, adverte que a mudança deve alterar a finalidade do sistema.
Para Bocchi, a alteração só seria viável se houver parceria entre a administração municipal, Polícia Militar e os próprios comerciantes. ''É preciso dar segurança para os cuidadores de carros e uma estrutura mínima, como um lanche, um refrigerante e abrigo em dias de chuva'', exemplificou. Ele admitiu que seria necessária a elaboração de uma lei para viabilizar o funcionamento do sistema de cobrança durante as noites.
Bocchi apontou ainda a possibilidade de que a entidade que ficasse responsável pela administração fizesse seguro dos veículos para ressarcir os proprietários em caso de sinistro. Ele acredita que a presença dos fiscais poderia inibir ainda a ação dos ''flanelinhas'', que ''intimidam'' os motoristas para cobrar pela segurança dos veículos.
As autoridades de trânsito e da entidade que administra a Zona Azul, porém, acreditam que o assunto precisa de uma discussão maior. Para o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, a Zona Azul noturna consistiria numa mudança de finalidade do sistema.
''O objetivo da Zona Azul durante o dia é a rotatividade. O enfoque da Zona Azul noturna seria o da segurança dos clientes de um estabelecimento comercial ou de um evento. Nosso papel é assegurar local para o estacionamento e não a segurança dos veículos'', argumentou.
Ele disse ainda que o poder público deve ''tentar resolver o problema da insegurança, mas que o remédio não deve ser a Zona Azul.'' Outro problema é que a cobrança deveria ser implantada em locais isolados, o que dificultaria a organização do sistema. Grotti também declarou que a administração municipal está disposta a discutir o tema.
É a mesma disposição demonstrada pelo diretor da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), Padre Lídio Roman. Ele declarou, porém, que é necessário elaborar um estudo para definir a viabilidade da Zona Azul noturna. ''Acho que pode ser possível, mas não conheço a demanda e os locais onde seria possível fazer a cobrança à noite'', disse.
O preço da Zona Azul subiu no dia 1º de agosto. O tíquete de 30 minutos passou de R$ 0,40 para R$ 0,45. O de uma hora foi de R$ 0,70 para R$ 0,90 e o de duas horas, de R$ 1,40 para R$ 1,80.

mockup