Zerão recebe mutirão de serviços
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segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Laís Taine - Grupo Folha 
A área de lazer Luigi Borghesi, mais conhecida como Zerão, passa por melhorias. Os trabalhos, que envolvem podas de árvores, recape do asfalto, reparos na iluminação, recuperação da pista de caminhada com pedriscos, entre outras, começaram nesta segunda-feira (25) e podem levar até um mês para a sua finalização. Manutenção e segurança são pedidos enfatizados pela população que frequenta o local.

“Estamos executando basicamente o que temos feito em todos os mutirões da cidade, fazendo um pente-fino com trabalho concentrado da nossa equipe. Vamos aproveitar o mutirão para resolver os problemas e atrair mais pessoas para cá”, afirma o secretário de Obras do município, João Verçosa.
Ocupar o espaço público faz parte da estratégia de preservação. Há tempos o Zerão é alvo de vandalismo e de reclamações por falta de segurança, questão que o prefeito Marcelo Belinati pretende atender com uso da tecnologia. “Estamos com um projeto de instalar mais câmeras de segurança em Londrina e aqui vai ter também, é um trabalho de monitoramento com a Guarda Municipal e Polícia Militar”, afirma.
O prefeito também comenta que a própria participação e frequência da população nos espaços públicos tem se mostrado eficiente no cuidado com a cidade. “A gente percebe que quando revitaliza o espaço público, a população ajuda a cuidar mais do local, melhora a frequência das famílias, aumenta o convívio e é isso que a gente quer para o Zerão”, revela. O valor gasto com esse trabalho está incluso no orçamento do município.
‘FALTA SEGURANÇA’
Para os frequentadores ouvidos pela reportagem, a falta de segurança é a principal reclamação. Elaine Cechetto, 57, sai do bairro Aeroporto pelo menos duas vezes na semana para se exercitar no Zerão. Ela valoriza o espaço, mas acredita que é preciso dar mais atenção ao local. “Eu penso que pode ter câmeras, mas é todo um sistema que precisa estar envolvido. Vão ser colocadas aonde? Serão protegidas? Quem vai monitorar?”, questiona a enfermeira aposentada.
Cechetto aponta que o local é um espaço importante para a cidade e que é preciso cuidar para que as pessoas se ocupem cada vez mais de cultura e lazer em ambientes que são próprios para isso.
Augustinho Pedro da Silva, 65, vende água de coco no Zerão há 24 anos. Ele conta que o espaço sofre com o estigma que ficou por conta da insegurança, mas observa um retorno da população para o local. “É bom, porque é um espaço muito bonito, dá para trazer as crianças para brincar, de domingo fica cheio aqui”, revela.
Jorge Rossi vive a quatro quilômetros do Zerão, mas faz questão de ir até o local para se exercitar e passear com os cachorros. “Eu opto por aqui, porque é um lugar confortável para mim”, comenta. Para ele, além da revitalização, é preciso manutenção. “Não é só um momento, é preciso cuidar sempre. Tem lugares que o piso não está regular, alguns locais têm muita sujeira e é preciso ter mais segurança também”, aponta.
Para o administrador de empresas, o espaço precisa estar em constante observação do poder público e da própria população para se manter como ponto de referência. “É um espaço importante para mim e para a cidade, às vezes eu faço foto aqui e envio para a família, porque eu acho lindo. Precisa de cuidado”, conta.


