Mauro FrassonZepelim - O aviador carioca Carlos Bolognini desfruta de um privilégio a que poucos brasileiros têm acesso: ver o mundo do alto, em câmera lenta. Ele se diz o único tupiniquim de sua época que navega pelas ondas do vento a bordo de um Zepelim, um balão dirigível de 45 metros de comprimento e 15 de altura. Ex-piloto de avião, morando há dez anos nos Estados Unidos, Bolognini foi contratado para dirigir o Zepelim pela América Latina e fazer propaganda da fábrica de pneus Goodyear.
Depois de passar pelo Rio de Janeiro e São Paulo, o dirigível pousou em Curitiba durante o final de semana. Ontem, partiu do Paraná em direção a Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Para garantir o sucesso da viagem e da divulgação da imagem da empresa, 15 pessoas trabalham na equipe. Elas dividem os momentos de adrenalina experimentados durante as viagens. Foi assim durante a partida em que o Brasil perdeu de 1 x 0 para a Argentina, no dia 29 de abril, no Maracanã. As imagens aéras transmitidas pela Rede Globo de Televisão vinham de uma câmara instalada a bordo do zepelim, a exemplo do que ocorreu na final do campeonato paulista. (James Alberti)

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