Zeladora pode identificar agenciadores
A zeladora do edifício Palácio do Batel, que fica na Rua Francisco Rocha, no bairro Batel, em Curitiba, pode ser o elo de ligação da polícia com o casal que adotou ilegalmente os filhos de Marisa Maia. A cunhada do marido de Marisa, Izinha Carneiro, trabalhava como diarista num apartamento do edifício Palácio. Segundo ela, a zeladora levou o casal até Marisa.
Ontem, Izinha disse à Folha que a zeladora conhece o casal. Conforme a diarista, que está sendo acusada de ter indicado a família para os agenciadores, a zeladora teria ficado sabendo por ela que Marisa queria doar os gêmeos. A zeladora teria dito, então, que conhecia um casal que pretendia adotar as crianças. Izinha falou como Marisa podia ser achada, mas diz que não conhece nem sabe o nome da zeladora.
Indignada com a acusação feita pelo cunhado, Natálio Fister, Izinha disse que não é a primeira vez que Marisa doa um filho. ‘‘Ela (Marisa) já deu um filho, em Curitiba. Não é a primeira vez que ela apronta’’, afirmou Izinha. Segundo a diarista, o caso está registrado no Fórum de Campo Largo. A diarista afirmou ter avisado o juiz da cidade que a cunhada prentendia doar os filhos. O juiz, segundo ela, teria afirmado que Marisa poderia fazer a doação desde que fosse legal.
Ao contrário do que afirmam os pais das crianças, Izinha não acredita que o casal tenha forçado os dois a doar os bebês. A diarista disse que tanto Marisa quanto Fister haviam combinado a negociação dos gêmeos. ‘‘Estava tudo combinado entre os dois’’, afirmou.
Izinha disse também que o casal havia prometido sustentar Marisa com cestas básicas durante um ano e que construiriam uma casa. O casal que levou os bebês já havia, confome a diarista, providenciado o material. Izinha disse que, antes de denunciar o caso, Marisa vendeu o material.(J.A.)

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