O xeque egípcio Khaled Taky Eldin, naturalizado brasileiro há 12 anos, que está sendo acusado por autoridades paraguaias de pertencer a grupos terroristas, disse ontem que está se sentindo ameaçado e com medo de ser sequestrado. O nome de Eldin foi amplamente divulgado pela imprensa paraguaia como um dos possíveis integrantes de liderar células terroritas na fronteira. A lista com os nomes foi divulgada pelas embaixadas brasileira e israelense.
Eldin acusa que vem sendo constrangido por autoridades paraguaias. O xeque afirmou que está a disposição das autoridades brasileiras e paraguaias, mas que precisa de proteção policial para garantir sua integridade física.
Ontem à tarde, ele convocou a imprensa de Foz do Iguaçu para denunciar a perseguição. A comunidade árabe de Foz acredita que agentes da CIA, o serviço secreto dos Estados Unidos e do Mossad, serviço secreto de Israel, estejam atuando na fronteira
O xeque, que realiza cerimônia religiosa todas as sextas-feiras em Ciudad de Este, se sente impedido de ir até a cidade. Ele acredita que poderá ser sequestrado. ‘‘As acusações dirigidas a mim e a outros membros da colônia árabe são inverdades e carecem de provas. São campanhas feitas por pessoas mal intencionadas, que buscam denegrir com a imagem da comunidade árabe-islâmica de toda a região. Moro há 12 anos no Brasil e apenas exerço minhas funções religiosas’’, disse.
Nos próximos dias, as entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, Consulado Brasileiro em Ciudad del Este, Centro de Direitos Humanos (CDH), Ministério Público devem ser comunidades sobre a perseguição que a comunidade árabe denuncia que vem sofrendo.

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