Xaxim lidera o crescimento entre os bairros de Curitiba
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sexta-feira, 19 de dezembro de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Arquivo FolhaCajuru está entre os bairros que mais crescem na cidade. Pesquisa aponta que outros 14 bairros estão estagnadosUm número cada vez maior de curitibanos está morando nos limites territoriais da cidade. Apesar disso, as construtoras voltaram a construir imóveis residenciais na região central. Os dados foram divulgados pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), no boletim Perfil Imobiliário de uma Metrópole.
Os bairros que mais cresceram no ano passado, segundo a pesquisa, foram Xaxim (com 1.374 unidades residenciais concluídas), Uberaba, Pilarzinho, Cajuru, Bigorrilho e Guaíra. A cidade chegou a seus limites e as regiões que mais crescem estão na periferia. A tendência para os próximos anos é o crescimento de imóveis residenciais na Região Metropolitana, disse o presidente da Ademi-PR, Roberto Luiz Valente.
De outro lado, o levantamento aponta 14 bairros que não tiveram nenhuma residência concluída nos anos de 1995 e 1996 - entre eles, Guabirotuba, Alto Boqueirão, Hauer, Caximba e Sítio Cercado.
No Centro, o total de área residencial construída passou de zero (em 1995) para 23 mil metros quadrados ano passado e para 40 mil metros quadrados neste ano. O Centro passou a ser mais procurado pelos empreendedores nos últimos 12 meses, principalmente para a construção de quitinetes e apartamentos de quarto e sala, comenta Valente. Ele observa que ainda há espaço para novos imóveis na região central, já que existem muitos estacionamentos e casas que podem ser demolidas.
O Perfil Imobiliário indica que a área média dos apartamentos e casas passou de 110 para 80 metros quadrados. Isso pode ser explicado pelo aumento do poder aquisitivo das classes C e D e pela estabilidade na classe média, diz o presidente da Ademi-PR.
As formas de pagamento preferidas foram os financiamentos diretos com as construtoras e os consórcios de imóveis.
Este ano o número de imóveis residenciais concluídos e entregues cresceu 50% em relação a 1996. A média mensal ficou em 95 mil metros quadrados, contra 62 mil no ano passado. Apesar dos problemas de credibilidade no setor, com a boataria e a questão da Encol, as empresas mantiveram os cronogramas das obras, afirma Valente.
Segundo ele, apesar da alta produção neste ano, a previsão para 1998 e 1999 é de redução na oferta de imóveis concluídos. O volume de licenciamentos pela prefeitura para construção se manteve estável de 1995 para 1996, mas caiu cerca de 10% do ano passado em relação a este ano.


