Michele Muller
De Curitiba
Até o final deste ano, os alunos das 133 escolas da rede municipal de Curitiba terão acesso ao ensino de xadrez. Lançado ontem, durante uma solenidade no salão nobre da prefeitura, o projeto ‘‘Xadrez – o jogo que educa’’, coloca em prática a lei sancionada em 93 pelo ex-prefeito Rafael Greca, obrigando os colégios municipais a oferecer condições para a prática da modalidade.
O lançamento foi marcado pela presença do enxadrista Jaime Sunye e de diversas crianças, que foram convidadas a disputar, on line, partidas com estudantes de cinco países da América do Sul.
O autor do projeto, vereador Borges dos Reis (PSDB), explica que o jogo não entra no currículo como uma disciplina e nenhum aluno é obrigado a aprendê-lo. ‘‘Mas é importante que a oportunidade de conhecer o xadrez esteja ao alcance das crianças’’, completa.
Ele acredita que, com a implantação de laboratórios de informática, muitas instituições oferecerão aos alunos a opção de realizar disputas pela Internet.
Segundo Jaime Sunye, são muitos os benefícios que a prática do jogo traz às crianças: o desenvolvimento da lógica e da capacidade de memorização e de abstração são os principais.
Ele diz que não existe uma idade recomendada para começar. ‘‘São regras muito simples. Pessoas de apenas quatro anos já podem aprender a jogar, apesar de ainda não estarem com o raciocínio lógico muito desenvolvido.’’
A estudante Pryscilla Almeida Polanky, uma das convidadas a participar dos jogos virtuais durante o lançamento do projeto, concorda com o enxadrista.
Ela joga desde os 6 anos e aos 9 já percebeu que o xadrez é um dos responsáveis por seu bom desempenho escolar. ‘‘Eu aprendi a me concentrar muito mais nas aulas, porque estou acostumada a prestar atenção enquanto estou jogando’’, contou.

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