Mover peças num tabuleiro de xadrez pode ser um caminho agradável para melhorar o desenvolvimento intelectual e o raciocínio. Essa verdade muita gente já conhece.
Pois foi apostando nisso que a Fundepar decidiu introduzir o jogo como uma atividade extracurricular nas escolas públicas do Paraná, num projeto pioneiro no País.
Cerca de 150 mil estudantes de 1º e 2º graus, em 518 escolas de 230 municípios, participam atualmente do projeto, coordenado pela Divisão de Apoio ao Estudante da Fundepar. A adesão dos professores é voluntária.
Os interessados não precisam entender de xadrez para participar do projeto. Antes de iniciar o trabalho, eles são preparados por instrutores da Federação Nacional de Xadrez.
A idéia tem atraído professores de matemática, história e educação física. A proposta é levar o jogo a alunos de 5ª a 8ª séries e do 2º grau, mas algumas escolas têm estendido o projeto para as séries iniciais.
É o caso da Escola Estadual Amâncio Moro, em Curitiba, onde a professora de Educação Física Nerci Beduschi Domingos trabalhou este ano com 13 turmas de 1ª a 4ª séries.
A professora diz que os benefícios do jogo são evidentes. ‘‘A criança desenvolve o raciocínio e se prepara para resolver problemas do dia-a-dia’’, afirma. Além disso, o xadrez proporciona entretenimento e desenvolve o espírito de competitividade.
Segundo a professora Nerci, o objetivo principal não é tornar as crianças ‘‘experts’’ em xadrez, mas usar o jogo como auxiliar para outras disciplinas.
‘‘Na matemática, por exemplo, podemos usar o tabuleiro para as noções de diagonal e transversal e até mesmo para fixar a tabuada’’, afirma.
Além de capacitar os professores interessados, a Fundepar fornece às escolas todo o material para o jogo: tabuleiro de mesa, tabuleiro mural e módulos de ensino didático.
Até agora, segundo a Fundepar, já foram distribuídos 4.140 kits de xadrez em todo o Estado. A intenção é ampliar progressivamente o projeto, até levar o jogo a todas as cerca de 2.000 escolas da rede estadual de ensino.

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