O workshop Bacia do Ribeirão Cambé: Tendências e Perspectivas Ambientais, que terminou ontem no Iate Clube de Londrina, mostrou que a questão ambiental tornou-se uma preocupação também dos empresários. Durante mesa-redonda realizada na manhã de ontem, representantes da Cooperativa Central Agroindustrial Ltda (Confepar), Companhia Cacique de Café Solúvel, Pisos Eliane, Metalbat, Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e Sociedade Rural do Paraná se mostraram dispostos a fazer o que for preciso para solucionar os problemas relacionados à poluição do principal ribeirão urbano do município.
O Ribeirão Cambé forma os cinco lagos existentes em Londrina, inclusive o Igapó, principal cartão-postal da cidade. O manancial também abasteceu o município até 15 anos atrás.
‘‘Nunca aconteceu antes de vermos tanta gente reunida querendo a mesma coisa e falando a mesma linguagem. Foram feitas propostas concretas, e todos se propuseram a colaborar’’, disse a promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira. Ela acredita que o fato da população e instituições que trabalham com o meio ambiente, como Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Ministério Público, terem se unido nesta luta serviu de incentivo para o empresariado. ‘‘O momento é propício para ações práticas’’, afirmou a promotora.
Outra iniciativa dos empresários que surpreendeu os organizadores do workshop foi o relato de como as indústrias realizam suas atividades e o pedido de apoio dos empresários no sentido de detectar possíveis falhas e melhorar o tratamento de resíduos. ‘‘A UEL está oferecendo uma assessoria técnica altamente gabaritada e mostrando que seus técnicos e cientistas estão preocupados com o papel social da instituição, e isso também é muito bom’’, acrescentou Luciana.
Até o fechamento desta edição, os participantes do worshop não tinham encerrado o encaminhamento de medidas.

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