Milton Dória

Massagem com ginástica passiva foi criada há 15 anos nos EUA...

Milton Dória

... e chega agora a Londrina com o fisioterapeuta José Lima

Milton Dória

Técnica une hidroterapia ao shiatsu japonês para combater dor...


... e ajudar no tratamento de males que vão do estresse à paralisia



Watsu, técnica desenvolvida pelo fisioterapeuta Harold Dull, nos Estados Unidos, há cerca de 15 anos, já tem seu discípulo em Londrina. O fisioterapeuta José dos Santos Lima descobriu a técnica e a trouxe para a Cidade, como mais uma opção de tratamento, há um ano. Por enquanto, ele é o único profissional do interior do Estado a ter habilitação para trabalhar com o watsu, mas como a procura por informações sobre o tratamento tem sido grande, a expectativa é que ele se popularize tanto quanto a hidroterapia.
O watsu surgiu da associação da hidroterapia com o shiatsu, feita por Harold Dull quando ele fazia especialização em shiatsu, no Japão. ‘‘À associação ele deu o nome de watsu, que é a massagem com a ginástica passiva’’, explica José Lima. Ele relata ter procurado a especialização para tratar, especialmente, os pacientes com alterações psicossomáticas, que apresentam dores e posturas inadequadas provocadas, por exemplo, pela insatisfação profissional, estresse, sedentarismo.
A técnica, no entanto, não se resume a atender apenas pacientes este tipo de alterações. Segundo o fisioterapeuta, o watsu é indicado para todas as patologias, desde crianças que nascem com paralisia cerebral, pacientes portadores de sequelas neurológicas (derrame cerebral, mal de Parkinson), até casos ortopédicos (pós-operatórios, tratamento de hérnia de disco, dores provocadas por tensão).
‘‘A finalidade é promover o relaxamento e alívio de dores, proporcionar melhorias posturais, maior disposição, prevenção de lesões e de deformidades posturais. O watsu favorece o alongamento muscular, aliviando as dores’’, observa José Lima.
Ele comenta que para conseguir fazer com que o paciente sinta menos dor é necessário trabalhar alguns aspectos: qualidade muscular, orientação postural adequada e também orientação das atividades diárias. ‘‘O watsu entra na parte de flexibilidade, visando a qualidade muscular’’, afirma Lima.
Ele explica que o fisioterapeuta faz as trações articulares, o alongamento e as correções necessárias. José Lima ressalta que a melhor forma de favorecer o relaxamento é o alongamento e a flutuação dentro de águas aquecidas, onde há ausência de gravidade e a ação da água aquecida.
As sessões de watsu são feitas na academia Dinâmica e são individualizadas. O profissional trabalha por uma hora movimentos próprios para cada tipo de problema. O fisioterapeuta acrescenta que em nenhum momento o watsu mergulha o paciente na água.
Além dos efeitos sobre o corpo, o watsu também tem uma ação sobre o parte emocional do paciente. Segundo José Lima, os movimentos podem despertar sensações da infância e trazer muitas lembranças. ‘‘Há relatos de pacientes que tiveram a sensação de voltar no tempo e sentir, por exemplo, como se estivesse sendo ninado pelo pai’’, diz o fisioterapeuta.
A técnica apresenta poucas contra-indicações. Entre elas estão pacientes com epilepsia - por haver o risco de ter uma crise dentro da água, trazendo dificuldades para o socorro - e alterações de pele, como a alergia ao cloro. Se alguém pensa que quem tem fobia à água também não pode experimentar a técnica, está enganado.
José Lima diz que ela ajuda em muito os pacientes que têm medo de enfrentar a água. ‘‘Já tivemos casos de pacientes que achavam que não iam conseguir, mas em pouco tempo eles estavam relaxados.’’
A maior vantagem da técnica, apontada pelo fisioterapeuta, é o relaxamento que ela proporciona e o alívio da dor quase que imediato para algumas patologias. Entre os problemas cuja resposta é mais rápida com o tratamento estão as dores musculares na região da coluna e crises de lombalgia com irradiação para o nervo ciático.
Maria Fernanda Garcia Parra, 20 anos, estudante de fisioterapia, é uma das pacientes que já comprovaram os efeitos do watsu. Ela tem escoliose e hiperlordose, problemas que provocam fortes dores lombares e nos quadris. As dores apareceram há cerca de seis meses. Ela começou a usar o watsu há um mês.
Além de melhorias no quadro clínico, com alívio das dores, ela assegura que até seu humor já é outro. ‘‘Sou uma pessoa muito nervosa. Desde que comecei a usar a técnica controlo mais minhas emoções.’’

mockup