Wahrhaftig se reúne com universidades
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segunda-feira, 24 de setembro de 2001
Chiara Papali<br> De Londrina 
Representantes de funcionários e professores das universidades estaduais, em greve há uma semana, se reúnem hoje com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, em Curitiba. A solicitação de uma reunião foi feita pelos reitores das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG) e da região oeste (Unioeste - campus Cascavel). Mesmo sem estar em greve, a Unicentro (Guarapuava) também deve participar do encontro, que reúne reitores e representantes dos sindicatos de docentes e funcionários das universidades.
De acordo com Wahrhaftig, a greve ''é atípica''. ''É um movimento estranho. Eu, pessoalmente, não recebi a pauta de reivindicação'', disse. Ele acredita que no caso dos funcionários a reivindicação de reajuste salarial é justa, mas não no caso dos professores. ''Em média, os professores de ensino superior tiveram uma melhoria salarial de 114% desde 95, o que no caso dos funcionários foi só de 10%'', afirmou. Segundo o secretário, até o final do mês o governo vai garantir um percentual de aumento, valor ainda não definido, no projeto de orçamento para o ano que vem.
O reitor da UEL, Pedro Gordan, que também participa da reunião, acredita que possa negociar o corte previsto na folha de pagamento dos funcionários em greve. No último dia 18, todas as universidades estaduais receberam correspondência da Secretaria de Ensino Superior pedindo o acompanhamento da frequência dos servidores para que os recursos referentes ao mês de setembro sejam repassados proporcionalmente aos dias trabalhados. ''Estamos tentando fazer com que as partes entrem num acordo'', disse. Wahrhaftig afirmou que se os cartões-pontos não forem enviados para a Secretaria, os recursos não serão liberados.
O presidente do sindicato dos funcionários da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, acredita que ''não é da competência da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior tratar da pauta de reivindicações, que inclui pedido de 50,03% de reposição salarial''. Também participam da reunião, o presidente do sindicato dos docentes da UEL (Sindiprol), César Caggiano, e a presidente do sindicato dos servidores da saúde (Sinsaúde), Ana Maria Cruz. ''Não estamos muito confiantes com essa reunião, mas vamos lá negociar, nossa proposta já foi colocada'', disse Ana Maria. ''A negociação tem que ser feita diretamente com o governador, é uma questão política'', disse Caggiano. Na quinta-feira, com a previsão de greve também dos professores das escolas estaduais, ele espera que o movimento se fortaleça.


