A Vigilância Sanitária de Londrina apreendeu ontem medicamentos comercializados em uma barraca do Camelódromo. Foram apreendidos medicamentos, para emagrecimento, complexos vitamínicos e contra reumatismo e cálculos renais, fabricados no Paraguai e nos Estados Unidos. A fiscalização foi realizada em conjunto com a Polícia Federal, depois de uma denúncia, por telefone, de que barracas do Camelódromo estavam vendendo Viagra. O remédio para tratamento da impotência masculina, entretanto, não foi encontrado.
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, alerta para os riscos de se comprar medicamentos em barracas de camelô. ‘‘Qualquer remédio só deve ser usado sob prescrição e com acompanhamento médico. Adquirir remédios em estabelecimento não autorizado é um risco ainda maior para a saúde’’, orienta o secretário, pedindo à população que denuncie casos de comercialização ilegal de remédios.
O secretário da Saúde promete rigor contra quem for flagrado vendendo medicamentos sem autorização. ‘‘Quem for apanhado vai responder administrativa e criminalmente, inclusive por exercício irregular da profissão de farmacêutico e de médico. Vamos, inclusive, encaminhar os casos para o Ministério Público’’.
A Vigilância Sanitária de Londrina encontrou, ainda, caixas de remédios sob suspeita em sua própria farmácia. É o Zolben (400 ml), um vermífugo, cujo lote 7038298 consta da lista de remédios falsificados elaborada pelo Ministério da Saúde. A Vigilância Sanitária mantém uma farmácia com amostras grátis repassadas por consultórios médicos, entre elas havia meia dúzia de caixas do Zolben.
O secretário da Saúde afirma que retirou as caixas do lote sob suspeita por precaução. Ele acha improvável que as caixas de amostras grátis sejam falsificadas. ‘‘Seria uma estupidez inominável a falsificação de amostras grátis, pois é através delas que os laboratórios fazem a propaganda junto aos médicos e comprovam a eficácia do medicamento oferecido’’, argumenta Agajan Der Bedrossian, acrescentando ainda que o vermífugo é vendido nas farmácias por apenas R$ 3,00 .
Segundo o secretário, o laboratório que fabrica o Zolben explicou que a suspeita do Ministério da Saúde ocorreu devido à embalagem. ‘‘Entretanto, a embalagem suspeita é somente do lote comercializado nas farmácias e não das amostras grátis.’’Josoé de CarvalhoSecretário alerta para riscos na compra de medicamentosÁureo Nogueira

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