Luciana Pombo
De Curitiba
Apesar do preconceito, os idosos estão invadindo o mercado de trabalho e conquistando espaços que antes não eram dados às pessoas com mais de 60 anos. Encontrá-los em salas-de-aula, cursos de informática e aperfeiçoamento profissional já faz parte da rotina. Além de auxiliar na renda familiar, os velhinhos aprenderam a procurar um pouco de lazer. Os bailes e as atividades físicas fazem parte do dia-a-dia de centenas de homens e mulheres na terceira idade.
A mudança de comportamento do idoso veio acompanhada pelo aumento da expectativa de vida dos brasileiros. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Sócio-Econômico (Ipardes), a média de vida da população paranaense é de 69,23 anos, enquanto no Brasil a expectativa de vida é de 67,58 anos e no mundo de 63,6. ‘‘O homem está ganhando sobrevida e a tendência é a de que cada vez tenhamos mais idosos no mundo’’, afirma Erotilde Xavier, diretor de desenvolvimento social da Fundação de Ação Social de Curitiba.
A última pesquisa nacional por amostragem de domicílios realizada em 1997 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que vivem no Brasil cerca de 10,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos. A projeção para 2005 indica que teremos no País 32 milhões de idosos. No Paraná, a população idosa cresce 6,5% ao ano, enquanto a população geral tem crescido apenas 1,15%. Ao todo são 704,1 mil idosos no Estado, 7,7% da população total. Em Curitiba, por exemplo, entre os anos de 80 e 98, a população da cidade cresceu 38% enquanto a faixa etária com mais de 60 anos aumentou 105%, passando a representrar 8% da população da cidade.
A mudança do perfil da terceira idade no Paraná tem sido acompanhada anualmente pela Secretaria de Estado da Criança e Assuntos da Família. De acordo com os estudos da secretaria, o aumento da expectativa de vida no Estado se deve à queda dos índices de natalidade e de mortalidade infantil e à melhoria do padrão de qualidade de vida do idoso. ‘‘Temos médicos voltados para o trabalho com a população de baixa renda e temos diversos programas de combate à desnutrição, além de campanhas de vacinação’’, conta a secretária estadual da Criança e Assuntos da Família, Fany Lerner.
Apesar dos programas estaduais, centenas de idosos passam dificuldades financeiras por causa do baixo valor da aposentadoria e são obrigados a procurar o mercado de trabalho. Mas nem todos conseguem espaço. O preconceito e a falta de oportunidade para pessoas na terceira idade dificultam a possibilidade da conquista de um emprego. ‘‘Quando conseguimos vagas é para zelador ou porteiro de prédio’’, conta Wanderley Lima, presidente da Associação dos Aposentados de Curitiba e Região Metropolitana.
Muitos idosos têm que enfrentar ainda o abandono e a agressão por parte da família. Em Curitiba, o SOS Idoso tem um número telefônico, para o qual os vizinhos ou parentes podem fazer sua denúncia, mesmo que anônima, que será verificada por assistentes sociais. Segundo a assistente social e responsável pelo SOS Idoso Central, Lígia Terezinha Muller, os casos considerados graves são encaminhados para a Promotoria Pública. ‘‘Antes de tomar qualquer providência, conversamos com os parentes e damos orientações, apenas quando o caso não tem mais solução é que encaminhamos à denúncia’’, diz.
De janeiro até agora foram registrados 122 atendimentos no SOS Idoso, 21 deles no mês de junho. A maior parte dos atendimentos ocorrem por abandono ao idoso (40%), maus tratos e agressão (10%), problemas de saúde (10%) e dificuldades financeiras (5%).

Dicas de prevenção
Doenças respiratórias:
Pneumonia, Enfisema, Bronquite Crônica, Asma
Prevenção
Evitar ambientes fechados, aglomerações, estar bem agasalhado, evitar choques térmicos, vacinar contra a gripe todo o ano, contra a pneumonia a cada 5 anos, evitar o uso do tabaco, alimentar-se bem.
Neoplasias:
Câncer de próstata
Câncer de mama
Câncer de cólo de útero
Câncer de intestino grosso
Prevenção
Fazer exames periódicos todo o ano, as mulheres idosas devem fazer o toque das mamas uma vez por semana
Doenças cardiocirculatórias:
Derrame cerebral
Infarto agudo do miocárdio
Pressão alta
Dislipidemia (aumento do colesterol)
Prevenção
Praticar exercícios físicos, fazer um controle alimentar e consumidor pouca gordura animal, evitar o sedentarismo, fazer avaliações profissionais para verificar o nível de colesterol
Problemas Ósseos:
Osteoporose
Artrose
Prevenção
Caminhar, fazer atividades físicas, a mulher deve fazer reposição hormonal após a menopausa
Diabetes
Prevenção
Fazer dietas, evitar doces, gorduras, massas e tubérculos

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