''Bom dia, família''. É desta forma que o interno Rogério (nome fictício), de 31 anos, começa o dia, a exemplo de seus companheiros na chácara. A saudação, de acordo com o psicólogo José Carlos da Silva Camargo, é fundamental para que os rapazes se sintam verdadeiramente como irmãos.
Rogério veio de Araxá (Minas Gerais) em busca de ajuda para se livrar da bebida e das drogas que o acompanhavam desde os 13 anos. Há oito meses no projeto, já está pronto para voltar para casa e retomar a vida com a família, que também passou por orientação para recebê-lo de volta.
Rogério tem dois filhos e afirma estar tranquilo para recomeçar. ''A recuperação aqui é muito mais do que a abstinência das drogas. Comecei a me conhecer, parei de culpar as pessoas pelos meus problemas e descobri que o que acontecia comigo era simplesmente culpa minha. Precisei chegar ao fundo do poço para entender que tinha que mudar as minhas atitudes'', disse Rogério, que já tem emprego garantido quando voltar para casa. ''Vou viver um dia de cada vez. Aprendi bastante coisa e vou viver a minha recuperação.''(M.O)

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