Proprietário de uma loja que presta serviços de chaveiro na Região Central de Londrina, José Antônio Valdivieso, 34 anos, não costuma ler manuais com tanta frequência: ''Leio se for um aparelho no qual eu nunca mexi, mas nos que já tenho noção, eu vou fuçando até fazer funcionar'', diz o comerciante, confessando que já danificou equipamentos ''de tanto fuçar''.
Para ele, não ler manuais é um costume brasileiro. ''Tem cliente que vem na loja reclamando que o produto não funciona. Como não leu o manual, não sabe que, quase sempre, é só um detalhe que falta na instalação. Normalmente a pessoa fica bem sem graça'', comenta.
Mesmo sem praticar o hábito de se informar sobre as especificações técnicas antes de usar o produto, Valdivieso recomenda aos clientes que procurem saber tudo sobre os aparelhos antes de colocá-los para funcionar. Ele reconhece, no entanto, que muitos manuais de itens importados ainda não foram traduzidos para o português e que a linguagem da maioria dos informativos também dificulta o entendimento.
Procon
O gestor de planejamento do Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Londrina, Osvaldo Campos, orienta os consumidores sobre a importância de conhecer bem o funcionamento do aparelho antes usá-lo. ''A orientação é que o consumidor saiba o que está comprando'', diz Campos, citando que, às vezes, a empresa vende o produto com uma voltagem errada, por exemplo, e sem perceber, a pessoa coloca o aparelho para funcionar e ele acaba queimando. ''Nestes casos, as empresas têm assumido o erro, mas o consumidor precisa estar atento.'' Ainda de acordo com o gestor, o Procon orienta as empresas a disponibilizarem informações de maneira mais simples e clara aos consumidores. (M.G.)

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