Os trabalhadores rurais que assumiram o desafio de participar da Reforma Agrária Cabocla se esforçam para cuidar da área que receberam em arrendamento. Antes da divisão dos terrenos destinados para o projeto em lotes de 10 hectares cada um, eles plantam em mutirão.
‘‘Temos que caprichar. Não sabemos qual será o lote que vamos receber’’, diz Aparecido Valdomiro Cortez, 48 anos. Ele e o irmão Luiz Cortez estavam desempregados. Por isso, não se importam em passar os dias trabalhando no projeto. ‘‘Seria muito difícil começar uma lavoura sozinho. Já que tivemos a chance, vamos trabalhar’’, comenta Luiz, 46 anos.
‘‘Vamos ter que acreditar nesta oportunidade’’, acrescenta a bóia-fria Benedita Vitoriana Ramos de Oliveira, 46 anos. Ela está no projeto com o marido e tem nove filhos para criar.
Arquivo FolhaAlcides Otávio, 30 anos, revela que já não tinha esperança de fazer o seu ‘‘pé-de-meia’’ e diz que o projeto implantado em Ribeirão Claro devolveu o ânimo. ‘‘Agora vou cuidar da minha produção’’.
Para participar do projeto, os trabalhadores rurais passaram por uma seleção. Eles devem ter família carente, enfrentando o subemprego ou o desemprego. (L.T.)

mockup