'Vou conviver muito tempo ainda com elas'

As duas espécies que estão em Londrina dividem as opiniões. Há quem defensa as Columbia livia, a pomba doméstica, e que se deva tomar alguma providência para espantar a Zenaida auriculata, conhecida como amargozinha. Outros se incomodam com a presença de ambas.
Mas uma coisa é consenso entre quem transita pelas imediações do Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon (centro) e da Praça Marechal Floriano Peixoto (Praça da Bandeira): é um problema difícil de resolver.
"Vou conviver muito tempo ainda com elas. Acho que vou morrer e quem me substituir ainda vai ter conviver com as pombas", disse Rosane Genito, de 53 anos, que tem um carrinho de comida em frente à Praça da Bandeira.
As amargozinhas dormem em uma árvore ao lado do ponto de Rosane. "Quando chego de manhã aqui está uma sujeira só. O pessoal reclama do cheiro", disse. A calçada é limpa duas vezes por semana. Ela conta que já viu várias pessoas alimentando as pombas domésticas que ficam na praça.
Os frequentadores da praça afirmam que um homem vai até o local diariamente jogar pedaços de pão aos pombos. "Ele chega de bicicleta e elas até já conhecem; ficam alvoroçadas. Já falamos para não dar comida, mas ele ignora", disse o comerciante Waldemir dos Santos, de 53 anos.
Ele comentou que durante um tempo chegou a jogar bombinhas para espantar as pombas. "Deu certo por um tempo. Depois elas voltaram."
Joel Ribeiro dos Santos, 50 anos, que tem um carrinho de lanche na praça da Bandeira, considera as pombas amigas. Na opinião dele, as domésticas não causam mal para as pessoas. "O problema é a amargozinha, que faz sujeira. Para mim, a solução é soltar uns três gaviões aqui. Elas voltam para o campo rapidinho", sugeriu.
Santos orienta os clientes a não jogarem comida para os pombos e alerta que existe a lei municipal. "A gente fala da multa, mas ela fica só no comentário. Se começarem a multar mesmo acho que o pessoal vai parar", afirmou.
Para o corretor aposentado Edwiges Massagardi Baldam, de 70 anos, a solução seria podar o Bosque.
Além do mau cheiro e da sujeira que os pombos deixam, a preocupação é com a criptococose, uma doença causada pelo fungo Cryptococcus neoformans. (A.M.P.)





