Votação popular discute melhorias no sistema ensino
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quinta-feira, 09 de setembro de 2004
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Como está a escola? O caminho para encontrar respostas para essa pergunta começou a ser percorrido, ontem, em Londrina por professores, pais e alunos da rede municipal de ensino, através de consulta popular. Um projeto piloto de avaliação, coordenado pela Organização Não-Governamental (ONG) Ação Educativa, de São Paulo, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (Unicef), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), está sendo implantando na cidade. Londrina será o único município a contar com um acompanhamento direto de assessores da Ong que, ontem à tarde, participaram do lançamento do trabalho na Escola Municipal Joaquim Vicente de Castro, na Zona Sul.
''A rede municipal londrinense se destacou em relação às outras do País porque já conquistou alguns avanços', ressalta a socióloga Joana Buarque de Gusmão, assessora da ONG Ação Educativa, exemplificando ao dizer que a rede municipal londrinense garante vaga para todas as crianças em idade escolar.
A comunidade do Conjunto Cafezal, onde está localizada a Escola Joaquim Vicente de Castro, atendeu ao convite para participar da discussão. Cerca de 150 pessoas se dividiram nos sete grupos de trabalho, refletindo sobre a qualidade do ensino.
Segundo Joana, a prática pedagógica que não se restringe à sala de aula , a própria avaliação da absorção dos conteúdos pelos alunos, a gestão democrática da escola e o ambiente físico das unidades de ensino também são pautas para a discussão.
Incialmente, o projeto que foi testado na Escola Municipal Moacyr Teixeira, no Conjunto Maria Cecília (Zona Norte), atenderá 11 escolas da rede pública e deve começar oficialmente na próxima terça-feira em unidades nas áreas urbana e rural, estendendo o trabalho até sexta-feira.
A médica veterinária Anne Christina Hiltel, 43 anos, é mãe de duas alunas que estudam na escola do Conjunto Cafezal. ''Acho que a avaliação contribuirá para melhorias na escola. Tenho duas filhas que estudam aqui. A primeira delas, que hoje tem 10 anos de idade, chegou a estudar com professores que somente tinham o curso técnico de magistério. A mais nova, que está com oito anos, tem uma pedagoga como professora', afirma.
Mas são os que esquentam a cabeça no banco escolar, quem contribuem bastante com o processo de avaliação. ''É muito bom participar do projeto porque estamos falando sobre a nossa escola. Acredito que as coisas aqui vão melhorar'', afirma o estudante Junio Bonfim de Souza, 8 anos, da 2 série do ensino fundamental.


