Pela terceira vez, em menos de um mês, foi adiada a votação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa sobre o novo Estatuto da Polícia Civil do Paraná. A votação estava marcada para ontem. O deputado Geraldo Cartário (PSL) pediu vistas para analisar o projeto e ficou de devolvê-lo à CCJ, na próxima terça-feira.
Segundo o relator da CCJ, deputado Algaci Túlio (PTB), Cartário deve apresentar voto em separado, contrário ao parecer apresentado por ele, que mexe na proposta original do governo. O projeto segue depois para a Comissão de Segurança que, segundo Algaci, pretende promover debate em cima das mudanças propostas no Estatuto. Como não há regime de urgência, Algaci não quis arriscar prazos para a votação.
As mudanças apresentadas na CCJ, segundo o deputado, foram amplamente discutidas com representantes da classe policial. Para ele, as alterações no Estatuto propostas pela Comissão de Alto Nível (constituída pelo governo do Estado na ocasião da CPI Nacional do Narcotráfico) tratam apenas da parte punitiva, ‘‘sem dar contrapartida para justificar o rigor exacerbado das punições.’’
O secretário de Estado de Segurança, José Tavares, entende que o Estatuto proposto pela Comissão de Alto Nível não precisaria sofrer novas mudanças. Segundo ele, as alterações na constituição do Conselho da Polícia Civil e na Corregedoria acabam com o corporativismo e dão maior agilidade ao sistema. Para Tavares, só os maus policiais é que têm medo dessas mudanças.

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