Curitiba - Quatro paranaenses estão entre as 155 vítimas do vôo 1907 da Gol que caiu no meio da floresta Amazônica, no Mato Grosso. De acordo com a companhia aérea apenas um dos passageiros do vôo tinha Curitiba como destino final. No entanto, o programador do Banco ABN Amro, Luiz Bonaroski, 33 anos, e o diretor da GK&B Indústria e Componentes da Amazônia, Rolf Ferdinando Giutjhar, 49 anos, deveriam ter chegado à Capital na sexta-feira à noite. Além dos dois, estavam no vôo o comissário de bordo Rodrigo de Paula Lima, que mora em Colombo (região metropolitana de Curitiba), e a médica Keila Bressan, 31 anos
(leia texto nesta página), cuja família é de Cornélio Procópio.
  A mulher do empresário desaparecido, Rosane Giutjhar, afirmou à Folha que está indignada com o tratamento que está recebendo tanto da Gol quanto das autoridades aéreas do País. Ela reclama da falta de informação. ‘‘Eles não passam informação. Eles só nos dizem para termos paciência. Dão notícias desencontradas, não falam nada sobre o local das buscas. Tudo que a gente sabe é pela imprensa’’, desabafou. Rosane acusou a companhia aérea, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero de estarem mais preocupadas com o processo judicial do que com as vítimas. Ela reclamou ainda do fato de as informações sobre o depoimento do piloto do avião Legacy, que pode ter se chocado com o Boeing, não estarem sendo divulgadas.
  Giutjhar tem uma filha de quatro anos, é sócio-proprietário de uma empresa de grande porte em Manaus, mas mora em Curitiba. Segundo Rosane há oito anos ele vai para o Amazonas toda segunda-feira e volta para Curitiba na sexta-feira. A mulher do empresário afirmou que prefere ficar em casa do que ir até Brasília. ‘‘Não adianta ir. Eles nos trancam numa sala, nos dão café e uma caixa de lenço’’, reclamou bastante nervosa. ‘‘Estou em casa tentando buscar informações e espero que nos ajude (referindo-se à imprensa) a fazer com que a Gol, a Anac e a Infraero nos passem informações’’, completou.
  A reportagem da Folha entrou em contato com a família de Bonaroski, mas foi informada por uma tia do programador, que preferiu não se identificar, que a família prefere não se pronunciar no momento. Ela disse apenas que a família está vivendo ‘‘a angústia da espera de ter mais informações concretas.’’ A Folha não localizou a família do comissário de bordo. A única informação repassada pela companhia aérea sobre ele é que Lima é funcionário da Gol desde setembro do ano passado.
  A Gol informou apenas, por meio da sua assessoria de imprensa, que entende a angústia das famílias, mas que também está aguardando por informações oficiais dos órgãos competentes.

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