Voluntários vão fiscalizar motoristas em Maringá
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sexta-feira, 24 de outubro de 2003
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - Um levantamento feito pelo Conselho Comunitário de Segurança de Maringá revela que a cidade é a segunda do Estado - a primeira é Curitiba - em número de solicitações de atendimento ao Siate. Boa parte dos chamados é para acidentes de trânsito. No ano passado, segundo o Corpo de Bombeiros, foram registrados 6.067 atendimentos e 60% das vítimas eram de acidentes de trânsito. Para tentar mudar essa situação, a partir do mês que vem motoristas da cidade poderão participar do projeto ''Parceiros do Trânsito'', criado pelo Conselho.
O projeto vai ter a participação de voluntários que irão agir como agentes de trânsito, anotando as placas de veículos que cometerem infrações. As informações, local, dia e horário, serão repassadas para o Conselho, que informará a Polícia Militar. A notificação feita pelo voluntário integrante do projeto não é uma multa, mas servirá de documento para que a PM envie uma correspondência ao infrator alertando sobre os riscos de tal irregularidade. Na correspondência, o motorista infrator também é convidado a participar do projeto.
''O objetivo não é fiscalizar, mas sim conscientizar os motoristas de que eles devem cumprir a legislação'', diz o diretor executivo do Conselho, Daniel Leal. Segundo ele, a intenção do projeto é mostrar que a comunidade está preocupada com a imprudência no trânsito e que ela (comunidade) se importa com a forma como os motoristas dirigem. ''Se o trânsito é violento somos nós que temos que melhorá-lo e só conseguiremos isso se houver mais respeito às regras do trânsito'', argumenta.
Os interessados em participar do projeto devem ter carteira de habilitação e preencher uma ficha no Conselho Comunitário de Segurança. As primeiras turmas começam os treinamentos na primeira semana de novembro.
Segundo dados do Pelotão de Trânsito, até setembro deste ano, foram registrados 4.100 acidentes com 35 mortes. De acordo com o tenente Ideval de Oliveira, a causa principal dos acidentes é a imprudência. Oliveira acredita no projeto: ''A expectativa é de que o parceiro do trânsito contribua para conscientizar os motoristas infratores e que ele também seja um multiplicador desta nova consciência''.


