Dependendo do ofício, passar as festas de Natal e Ano Novo no trabalho é uma necessidade. Assim é a realidade de médicos, policiais, bombeiros, jornalistas e dos, tão falados ultimamente, controladores de vôo. Algumas pessoas, porém, deixam de aproveitar esses momentos com a família por opção. Esse é o caso dos voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV).
Mas o que leva alguém a trocar a convivência familiar pela ajuda descompromissada ao próximo? A resposta varia de pessoa para pessoa, mas há um ponto em comum entre os voluntários da entidade: o desejo de ajudar.
A motivação pode estar relacionada à crença do voluntário, mas o movimento caracteriza-se por ser filantrópico, civil, sem fins lucrativos e desvinculado de religiões e política. E a função é dar uma palavra de acolhimento e conforto a quem está angustiado. Tanto que uma das missões é prevenir os suicídios.
''Temos a certeza que, quando uma pessoa é ouvida, ela pode mudar o seu pensamento'', acredita uma voluntária em Londrina, que prefere ter o nome mantida em sigilo. Mas atualmente não há muitas pessoas dispostas a ouvir. No posto de Londrina são 28 heróis. O número ideal para dar conta da procura é de pelo menos 40 voluntários.
Ainda mais nessa época do ano, quando a solidão parece incomodar ainda mais quem não pode passar as festas com a família. Ou não tem familiares para dividir esses momentos. ''Geralmente o número de ligações crescem nas datas comemorativas. Parece que as pessoas refletem mais e sentem mais a solidão'', revela o voluntário André, coordenador de divulgação do CVV em Londrina.
Segundo os integrantes, a função do CVV é dar apoio emocional a quem precisa. Quando não for possível ajudar, é feito o encaminhamento para uma instituição adequada. Para isso, o interessado precisa passar por curso teórico e estágio supervisionado.
E haja boa vontade. Além de dar palavras de conforto para quem precisa, os integrantes ainda bancam as despesas de manutenção da entidade, com dinheiro do próprio bolso. Também promovem ações, como venda de pizzas, para arrecadar recursos.
Criado em Londres, na Inglaterra, nos anos 1940, após o final da Segunda Guerra Mundial, o CVV chegou ao Brasil em 1962. Hoje, são 2.500 voluntários em 57 postos distribuídos pelo País. A meta da instituição é aumentar esse número.
Em Londrina, para tornar-se um voluntário basta se inscrever no curso. O contato pode ser feito pessoalmente ou através do próprio telefone de atendimento. O mesmo vale para quem quiser fazer doações para manter o trabalho.

Serviço
Centro de Valorização da Vida
Rua Bahia, 153 (perto do Terminal Central)
Contato: (43) 3356-4111 e 141

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