Apesar de estranharem mulheres e estudantes de Educação Física como salva-vidas nas praias, a maioria dos banhistas garante que confia no trabalho das voluntárias. A dona de casa Sílvia Mara, 35 anos, assistiu ontem pela manhã à primeira aula prática dos novos salva-vidas. ‘‘Se os próprios bombeiros deram a chance é porque eles merecem.’’ Em contrapartida, o marido de Sílvia, o empresário Ronaldo Bacelar, 47 anos, não gostou muito da idéia. ‘‘Acho que as mulheres não têm força suficiente para fazer um salvamento’’.
Mesmo com o receio dos banhistas, o tenente Renê Ferreira, do Corpo de Bombeiros do Litoral, explicou que tanto as mulheres como os homens voluntários estarão sendo testados nos próximos dez dias para confirmar a capacidade de ajuda nos salvamentos.
O professor Carlos Ribeiro da Silva e Cunha, 52 anos, também assistia à primeira aula prática dos voluntários. ‘‘Acho que as mulheres vão surpreender quem tem preconceito’’, disse. Durante todo o dia de ontem, os estudantes tiveram o primeiro contato com os equipamentos usados pelos salva-vidas.
Água O abastecimento de água no bairro Mirim, em Guaratuba, ainda não voltou ao normal. De acordo com a Sanepar, na localidade pesqueira de Caieras, o abastecimento estava regularizado. A empresa garantiu que foram os próprios moradores que pediram a suspensão da ajuda dos caminhões-pipa. Mesmo assim, pelo menos os 4 mil moradores de Mirim continuavam sem água nas torneiras.

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