Não é novidade que as águas de córregos e lagos da área urbana de Londrina vêm sofrendo constantes alterações em sua qualidade (fisicoquímicas e biológicas) por receberem, além do escoamento superficial, lançamentos de água pluvial e efluentes domésticos e industriais. O que poucos sabem é que essa degradação ambiental poderia ser evitada com ações simples.
Primeiro passo neste sentido foi dado ontem pelo Serviço Ambiental Voluntário (Salvo), um programa de governo da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) que tem a participação voluntária da comunidade nas pequenas ações ambientais. Dentro do projeto de Proteção de Nascentes, desenvolvido pela Salvo, que conta com 40 voluntários, foram plantadas 140 mudas de espécies nativas nas margens do Córrego Rubi, um afluente do Ribeirão Cambé, localizado entre os Jardins Champagnat e Presidente, na Zona Oeste.
''Hoje, nós não podemos garantir a qualidade de nenhuma nascente urbana sem a análise apropriada da água'', enfatizou a coordenadora da Salvo, Maria Zanatta, acrescentando que o projeto será desenvolvido nas bacias hidrográficas do município. São nove bacias, com aproximadamente 80 córregos, além de outros cursos hídricos que deságuam diretamente no Rio Tibagi.
Na ação de ontem, foram cultivadas, no cinturão mais próximo à mina do Córrego Rubi, mudas adaptadas aos locais úmidos como o salgueiro, maria-mole, pau-de-viola e sebastianas (branquinho e tajuvinha). Mais distantes da mina foram plantadas espécies segundárias e tardias como o pau-brasil, pau-d'alho, pau-ferro, angico, jambolão, jatobá, cedro e algumas frutíferas como araçá e pitanga. ''Dentro de um ano, essas espécies farão um cerco ao redor da mina protegendo o córrego do assoreamento e depredação'', explicou o agrônomo da Sema, Paulo Roberto Guilherme.

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