A festa consumiu um total de 1.500 Kg de leitoa, criadas ali mesmo na região. 900 Kg de leitoa assada foram servidos apenas durante o almoço do domingo, no salão paroquial. O restante foi vendido nas barracas.
  Mas o prato típico não foi servido sozinho. A leitoa assada foi acompanhada de 90 Kg de arroz, 30 Kg de feijão, 40 Kg de mandioca, 10 Kg de farofa, 40 Kg de tomate, 30 Kg de cenoura e outros 30 Kg de cebola. A carne de boi também não ficou de fora. Foram servidos 250 kg de costela assada.
  Voluntários trabalharam desde às 3 horas do sábado para deixar tudo pronto. Na cozinha, 15 mulheres preparavam a comida e as saladas. Já na beira do forno à lenha, quatro homens se encarregavam de assar o prato principal.
  O caminhoneiro Arvelino Murinelli, que há 40 anos ajuda nas festas da Igreja, é um dos responsáveis, junto com três companheiros, pelo tempero e pelo assado da leitoa. ‘‘Trabalhei até o meio dia no sábado, puxando semente de soja e depois vim prá cá. Nas horas vagas, a gente vem aqui queimar os ‘bichinhos’ ’’, brinca.
  O tempero, segundo Murinelli, mais conhecido como ‘‘Boizão’’ entre os amigos, não tem segredo. ‘‘É um tempero caseiro: sal, alho, pimenta e água’’. A carne fica mergulhada nesse tempero em tachos fechados, num período de 12 a 15 horas.
  No domingo, o trabalho começa cedo. Por volta das cinco horas, o forno é aquecido para assar as leitoas. ‘‘Às 11 horas, a carne já está no ponto de servir’’. O resultado, é uma carne macia, com tempero suave e uma pururuca de dar água na boca. Boizão afirma que até agora, só recebeu elogios. ‘‘O povo gosta e isso vale o esforço’’. (M.O.)

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