Rotary, Maçonaria e Conselho de Segurança participaram ontem de pedágio que distribuiu adesivos pedindo o fim da violência em Londrina
Fotos Mário CesarBOA RESPOSTAVoluntários deixam a sede da Igreja Maçônica, no centro de londrina, para distribuir adesivos. Abaixo, o autônomo Romildo Marques: ‘‘A campanha é muito boa. Há muita violência na cidade’’. Por último, o taxista Andres De Paz: ‘‘A segurança em Londrina está precária’’Paulo WolfgangLoja no centro de Londrina liquida armas no momento em que a cidade combate a violência

Lino Ramos
De Londrina

Cerca de 40 voluntários do Rotary Club, Conselho Comunitário de Segurança e Maçonaria distribuiram ontem quatro mil adesivos da campanha ‘‘Londrina exige o fim da Violência’’, deflagrado pela sociedade civil organizada e veículos de comunicação da cidade, como forma de despertar a atenção das autoridades para a insegurança em Londrina. O trabalho teve o reforço de pessoas sem ligação com entidades de classe, que ficaram sabendo da atividade pela imprensa.
Os colaboradores se posicionaram em cinco pontos da cidade para entregar o material aos motoristas. Na Avenida Tiradentes, próximo ao Colégio Marista, 800 adesivos foram distribuidos em menos de uma hora. No dia 29 de outubro, dois mil adesivos foram entregues durante um mutirão envolvendo 30 voluntários.
Segundo o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Newton Moratto, a comunidade está recebendo bem a campanha. O taxista Andres De Paz, 51 anos, acha válido esse trabalho ‘‘porque a segurança em Londrina está precária’’. Assim como outros colegas de profissão, Andres Paz já foi assaltado. ‘‘No final de semana a Polícia Militar fica amontoada no Calçadão. Todos os dias, após as 18 horas, quando é preciso a polícia some’’, reclamou.
O autônomo Romildo Marques, 43 anos pediu um adesivo e fez questão de parar seu veículo. ‘‘A campanha é muito boa. Há muita violência na cidade, muito assalto. O governo quase nunca faz nada e a população tem que se defender’’, comentou.
Na próxima quinta-feira, as lideranças da campanha ‘‘Londrina exige o fim da violência’’ estarão frente à frente com o secretário de Segurança Pública Cândido Manoel Martins de Oliveira, e o delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Noronha. De acordo com Newton Moratto, a comunidade vai apresentar as reivindicações que já são de conhecimento das autoridades, entre elas o término da cadeia pública e o aumento do efetivo policial. ‘‘Vamos debater com as autoridades nossos problemas, mas esperamos que eles tragam propostas concretas para nossas questões.’’
A reunião ainda não tem hora e local marcados e Moratto sugere que o encontro seja realizado na Associação Comercial e Industrial de Londrina.
Para tentar amenizar as cobranças, o governo do Estado prometeu enviar à Londrina na quinta-feira cinco viaturas, 12 policiais e novos armamentos.

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