Com dificuldades para manter o atendimento 24 horas, o Centro de Valorização da Vida (CVV) de Londrina precisa de voluntários. Atualmente, há 25 pessoas trabalhando. Elas se revezam dia e noite para atender as ligações daqueles que enfrentam problemas emocionais e telefonam para conversar. ''O ideal é que fossem pelo menos 40 pessoas'', afirmou o voluntário Gilberto Martins Moreira.
Na semana passada o CVV realizou mais um curso para formação de voluntários, destinado a preparar interessados em realizar o atendimento ao público. Apenas 15 pessoas se inscreveram. ''Esperávamos que fossem pelo menos 40 inscrições'', lamentou Moreira. O curso é gratuito. Este último módulo terminou na sexta-feira. Segundo Moreira, outras turmas serão formadas durante o ano. As aulas são sempre à noite.
O trabalho voluntário no CVV exige a dedicação semanal de quatro horas e meia para atendimento ao público, pelo telefone. Para ajudar, basta ter boa vontade e ser maior de 18 anos. De acordo com Moreira, a entidade trabalha, hoje, com apenas uma linha telefônica por falta de voluntários. ''A outra linha teve que ser desativada'', contou.
O objetivo do CVV é levar uma proposta de vida melhor às pessoas que ligam para conversar com os voluntários. Mensalmente, o centro recebe 800 ligações, sendo que 60% dos telefonemas são de gente que precisa de ajuda. O atendimento é sigiloso e o serviço não tem identificador de chamadas.
''Não importa qual o tipo de problema, sempre há alguém para conversar'', afirmou Moreira, acrescentando que os voluntários são orientados a não interferirem na vida dos usuários.
A professora aposentada Lucília de Freitas Pedroso, 70 anos, é voluntária do CVV há 25 anos. Semanalmente, ela dedica oito horas ao atendimento dos usuários. ''As pessoas ligam para deabafar, o principal conflito é a solidão'', acredita.
Em mais de duas décadas, ela já recebeu muitos telefonemas e cartões de agradecimento por ter ouvido pessoas angustiadas em fases difíceis de suas vidas. O caso mais marcante, porém, foi atendido por outra colega. Segundo Lucília, a voluntária atendeu uma pessoa que passava por muitas dificuldades e pensava até em se suicidar. A conversa durou duas horas. Tempos depois, a mesma pessoa ligou para agradecer a atenção. ''Ela contou que a conversa abriu novos caminhos'', disse.
Segundo Moreira, o CVV realiza cursos frequentemente para preparar novos voluntários. Quem quiser participar pode conseguir mais informações pelo telefone (43) 3356-4111. O número disponível para pessoas que queiram utilizar o serviço é o 141.

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