Voluntários ajudam com coleta nas trilhas
A poucos metros do trapiche, local onde desembarcam turistas e moradores da ilha, já se pode ver amontoados de lixo, que se espalham nas trilhas da ilha. O lixo está nas praias de Nova Brasília, Fortaleza e Farol. A região de Encantadas é a única em que a coleta está sendo feita. Só no período de primeiro de janeiro a quatro de março deste ano, 75 mil pessoas visitaram a ilha, contribuindo com uma arrecadação de R$ 150 mil.
De acordo com Alcione Gonçalves Valentim, presidente do Grupo de Preservação Ambiental Praia e Mel, os resíduos encontrados estão atraindo ratos, moscas e até cobras. O que nos preocupa é que as crianças acabam entrando em contato com todos esses bichos, disse.
O pescador João Luiz, que já reside há sete anos na ilha, resolveu contribuir como pode. Ele e mais alguns moradores, por iniciativa própria, coletam o que conseguem nas regiões mais críticas das trilhas.
A comerciante Roseli dos Santos também se queixou. Segundo ela, o IAP está proibindo e ameaçando em multar aqueles que forem pegos enterrando lixo orgânico na ilha. Nós até entendemos que enterrar os resíduos orgânicos não seja correto, mas não temos outra alternativa.
Ela, como grande parte da população local, questiona o IAP quanto ao destino do dinheiro arrecadado com a taxa de visitação da Ilha do Mel. Por que o governo não usa esse dinheiro, que não foi pouco, para resolver nosso problema?
Ilmar Wolff Coradin, membro do Conselho Gestor, concorda que a situação é desagradável, mas garante que o problema deve estar resolvido até o final de semana.





