Voluntário reclama da falta de divulgação
O presidente da ONG Novo Visual, Natan Pereira de Oliveira, 35 anos, lamenta que desde que a organização foi constituída, há três anos, ''faltou serviço e o pessoal ficou desapontado''. Hoje, seis voluntários revezam-se na condução das atividades da ONG, que conta com duas roçadeiras costais.
''A nossa situação não melhorou muito, não. Inclusive tem gente que quando não tem serviço de roçagem para fazer, fica parada'', ressalta Oliveira. Para ele, o maior problema é a falta de divulgação dos serviços. ''Eu mesmo rodo o dia inteiro pela cidade em busca do que fazer.''
Os voluntários da Novo Visual investiram R$ 4,2 mil na compra do maquinário e costumam trabalhar de ônibus. ''Quando o serviço é para vários dias guardamos a roçadeira próximo ao local de trabalho'', comenta Oliveira.
Segundo ele, a esperança dos trabalhadores é obter mais serviços daqui para a frente. ''Tem muita gente que poderia dar trabalho para a gente e não dá. Os vereadores poderiam nos ajudar, até a própria CMTU poderia nos passar alguns serviços. Tem firma de fora que consegue mais trabalhos que nós'', lamenta.
Para complementar a renda, eles fazem de tudo, garante Oliveira, que trabalhava como projetista, mas pela falta de estudos, acabou fora do mercado de trabalho. ''Até diárias como guarda noturno eu já fiz'', conta. Sem grandes perspectivas, os voluntários da ONG da Zona Norte até cobram mais barato pelo serviço que custa, em média, R$ 0,10/metro roçado. ''A gente tem que correr atrás e se deslocar pela cidade inteira em busca de capina para fazer.''(M.G.)





