Voluntário distribui brinquedos usados
Paulo César Bonfim, 39 anos, conhecido como Papai Noel doidão, aproveita o Natal para fazer um trabalho de solidariedade. Bonfim arrecada roupas, sapatos e brinquedos usados para presentear crianças carentes nas instituições e ruas de Curitiba.
A campanha começa em novembro. A distribuição, logo no início de dezembro. Até amanhã, Bonfim deve entregar 600 presentes. Os presentes são usados, mas chegam perfeitos às mãos das crianças. Eles são lavados, consertados e empacotados antes de serem entregues.
O pedido das crianças carentes vêm pelo pager de Bonfim. As cartas são coisa do passado. Por isso, Bonfim também é chamado de Papai Noel Pit Pager, referência à marca do pager.
Bonfim tem outro papel: tirar crianças da rua e levá-las a instituições. De cada 10 crianças, uma deixa as ruas e o vício para ir para instituições.
O trabalho de Papai Noel começou em 1975 por coincidência. Bonfim era funcionário de uma loja que havia contratado um Papai Noel magro para animar o ambiente. Insatisfeito com a pessoa, o gerente resolveu experimentar a fantasia em Bonfim. A partir daquele ano, não abandonou mais o personagem natalino.
Visita - Todo o trabalho de Bonfim é voluntário e, portanto, gratuito. É só na véspera de Natal que consegue ganhar um pouco de dinheiro. No dia 24, Bonfim deixa de lado o trabalho nas ruas e instituições para fazer visitas nas casas da sociedade. Cada visita, de 30 minutos, custa R$ 70,00.
Hoje, Bonfim animará o Natal de nove casas. Como faz nas ruas, usa também nas casas muito humor para dar um brilho especial à festa. Bonfim canta, dança e rebola. Faz piadas e mágicas.
A dedicação é toda para os clientes. Bonfim passa a véspera do Natal longe da mãe e dos irmãos. No almoço do dia 25, que reúne toda a família, não aparece há 14 anos. Neste dia, sai pelas ruas num carro aberto para cumprimentar as pessoas e se despedir do Natal. (A.C.)





