Érika Pelegrino
De Londrina
Eles são milhares em Londrina e estão envolvidos nos mais diversos tipos de serviços assistenciais. Fazem um trabalho voluntário considerado tanto pelo poder público quanto pelas entidades como fundamental para manter creches funcionando, ajudar famílias, profissionalizar portadores de deficiências e crianças de rua e até mesmo para construir casas e melhorar a construção de outras.
Não há um registro do número exato de pessoas que trabalham como voluntárias, mas para a presidente do Fórum de Entidades Assistenciais de Londrina, Itamar Kedma Helene Alves, sem estas pessoas muitas entidades fechariam as portas.
Ela afirma que 100, das 112 entidades assistenciais do município, somam 1.100 voluntários, que integram suas diretorias. As outras 12 são mantidas exclusivamente pela prefeitura.
Estas 100 entidades têm parcerias com a União, Estado e Município para o recebimento de verbas, que segundo Itamar Alves não são suficientes para mantê-las em funcionamento. São repassados para o Fundo Municipal da Assistência Social, R$ 91.189,51, para 46 entidades, as outras não recebem verba do governo Federal; e R$ 320.670,00 do Município, de acordo com a presidente do fórum de entidades.
‘‘A verba do Estado não vai para o fundo, por isso não sabemos quanto é repassado. O Estado manda verba apenas para o pagamento de profissionais ligados à Educação’’, explica. Itamar Alves afirma que a creche coordenada por ela, por exemplo, precisa buscar mensalmente, através do trabalho voluntário, 60% do recurso necessário para complementar a verba que recebe da União e do Município.
São promoções, rifas, jantares entre amigos, e todo tipo de ação que os voluntários desenvolvem para conseguir o dinheiro necessário para fechar o mês, segundo Itamar Alves. A secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, também considera fundamental o trabalho voluntariado. Junto à Ação Social são 500 pessoas que desenvolvem os mais diversos tipos de trabalho.
Ela afirma a importância do voluntariado, ‘‘principalmente naqueles casos gritantes, em que o poder público não conseguiria resolver sozinho’’, como a promoção familiar – crianças que precisam voltar para a escola, pais desempregados, casos de alcoolismo na família.
Segundo a secretária, os voluntários também atuam em grupos ajudando a melhorar a construção de algumas habitações muito pobres, construindo casas para meninos de rua, comprando material escolar, mantendo famílias com cesta básica e material escolar, entre outros.
Se contarmos as 1.136 mulheres da Pastoral da Criança que trabalham no combate à desnutrição infantil, Londrina conta com 2.736 pessoas que desenvolvem algum tipo de trabalho voluntário. Mas estima-se que este número seja bem maior, pois, existem ainda voluntários ligados a igrejas e mesmo pessoas anônimas que desenvolvem algum tipo de trabalho voluntário na sua comunidade ou fora dela. Ou mesmo médicos e dentistas que doam um dia de seu trabalho para atender pessoas carentes, e muitos outros.

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