Volume de lixo em rede de esgoto aumenta 12%
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sábado, 07 de junho de 2008
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Enquanto muita gente se prontifica a preservar o meio ambiente, outros parecem não se importar com a questão. Prova disso é o volume de material lançado indevidamente na rede coletora de esgoto em Londrina. De janeiro até abril, a Sanepar retirou 940 metros cúbicos de lixo. Um aumento de 12% em comparação ao mesmo período de 2007.
Para o gerente geral da Sanepar em Londrina, Sérgio Bahls, o aumento pode ser justificado pela falta de consciência ou conhecimento da população sobre o assunto. É por isso que a Sanepar vêm intensificando as ações e campanhas ambientais de forma integrada com órgãos do governo, afirma.
Além do Programa Viva a Natureza, se Ligue na Rede!, que leva informações sobre a importância do serviço de coleta e tratamento do esgoto doméstico a escolas, empresas e entidades, a Sanepar também montou um estande na Exposição Boas Práticas Ambientais, realizada até a última sexta-feira, no Museu Histórico Pe. Carlos Weiss, onde alunos e visitantes puderam conhecer um pouco mais sobre os materiais que são despejados indevidamente na rede de esgoto e os danos que são causados ao meio.
Plásticos, como embalagens, prendedores de roupa, escovas de dente, cabelo e de limpeza, vidros, tecidos, peças íntimas, latas, preservativos, fraldas e absorventes são os principais materiais encontrados na rede. O sistema não foi projetado para o lixo. Na rede de esgoto, o material pode causar obstrução e provocar prejuízos ambientais como um extravasamento, diz.
Segundo Bahls, o volume de lixo que chega nas estações não representa tudo o que é lançado de maneira irregular, pois parte é retirada da rede coletora nas manutenções preventivas. Em média, são realizadas mais de 2,2 mil vistorias por mês, em pontos estratégicos. As regiões Sul e Norte são as que apresentam quadros mais críticos, afirma.
No Jardim San Fernando, Zona Sul, a moradora Amanda Correia não se conforma com a quantidade de lixo que é despejada nos bueiros. O pessoal vem aqui, joga o lixo, aí chove, entope o bueiro e quem sofre somos nós, conta ela, que além do mau cheiro, reclama da água que acumula em dias de chuva intensa.
Para Bahls, esse é outro problema que traz inconveniências para o meio ambiente, mas principalmente para a população. Em dias de chuva intensa, onde existem irregularidades, há sobrecargas e aí, um vizinho sofre com o outro, afirma.


