Volta de lancheiros está indefinida
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quinta-feira, 04 de dezembro de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Na reta final da reforma do Terminal Urbano de Londrina (área central), prevista para ser entregue em duas semanas, surge um novo impasse envolvendo os 17 vendedores de lanche que atuavam na cerca do terminal. Se respeitadas as orientações do projeto, não caberá nem a metade dos carrinheiros na calçada da Benjamin Constant.
Pelo projeto, os lancheiros ficariam delimitados nos espaços onde não há baias de estacionamento e a calçada é mais larga. Está prevista a elevação do piso para acolher os carrinhos que deverão respeitar um espaço de quatro metros um do outro. Nesse espaço, contudo, cabem apenas seis carrinhos.
''Fui com o arquiteto no local e só hoje (ontem) surgiu essa questão do espaço, ainda não sabemos como vamos seguir mas devemos reunir os ambulantes para conversar'', disse ontem o assessor da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) Carlos Xavier.
Os lancheiros rebatem que a CMTU está colocando impecilhos para a volta à calçada. ''Depois dos carrinhos esse é mais um obstáculo que eles estão colocando'', apontou o ambulante Rafael Mário da Silva que também reclama do alto valor do novos carrinhos padronizados propostos pela CMTU. ''Cada carrinho vai ficar em R$2,4 mil. Desse jeito vão ficar mais caros que a reforma do Terminal'', ironizou.
Segundo Xavier, a decisão sobre o espaço caberá a diretoria da CMTU. ''Temos duas opções, ou coloca todo mundo do jeito que estava antes ou coloca só os que cabem'', disse.


