Prédio novo: escola Joaquim Pereira Mendes, no jardim Colina Verde, tem 12 salas de aula e atende 412 alunos
Prédio novo: escola Joaquim Pereira Mendes, no jardim Colina Verde, tem 12 salas de aula e atende 412 alunos | Foto: Gustavo Carneiro



As aulas na rede municipal de ensino em Londrina começaram nesta segunda-feira (4) para pouco mais de 40 mil alunos. Parte destes estudantes encontraram as unidades escolares em obras ou em fase de finalização de serviço de reforma. De acordo com a secretaria de Educação, 17 instituições receberam intervenção nos últimos meses, durante o período de férias. O trabalho foi realizado por meio de empresa terceirizada, servidores da pasta e caucionamento.

Na escola municipal Maria Shirley, na região leste, por exemplo, foi feita manutenção em cobertura, pintura de salas de aula e externa e reparos na parte hidráulica. No local tudo foi encerrado a tempo para o retorno dos alunos, assim como no CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Laura Verginia de Carvalho Ribeiro, zona oeste, onde foi construída uma mureta. Falta a conclusão de reforma ou ampliação em sete prédios, com previsão de término até o início de março. Na EM Professora Jovita Kaiser, zona norte, está havendo ampliação de uma sala pela própria prefeitura e alargamento de outras duas, além de dois banheiros, por obrigação de caucionamento.

A secretaria garante que nas unidades onde ainda são realizados serviços de manutenção o atendimento das crianças não será prejudicado. "Claro que tem o transtorno de ter poeira, por não estar completamente pronta, porém não atrapalha as aulas em si", apontou Maria Tereza Paschoal de Moraes, secretária de Educação no município. "O importante é que começamos as aulas em todas as 120 unidades escolares. Nos anos anteriores tínhamos adversidade se iria ou não ter transporte, prédios danificados por conta de chuvas que não eram reparados a tempo. Sempre tinha escola que ficava para trás", destacou. São 87 escolas e 33 CMEIs. Os CEI (Centros de Educação Infantil) totalizam 53.

NOVO PRÉDIO
A principal novidade em nível de estrutura física para o ano letivo de 2019 é a EM Joaquim Pereira Mendes, que deixou de funcionar dentro do Colégio Vicente Rijo, na região central, para ter sua sede própria, no jardim Colina Verde, zona oeste. A obra foi contrapartida de uma construtora. São 12 salas de aula que estão atendendo 412 alunos do P4 ao 5º ano do ensino fundamental. "A escola é totalmente nova e está com pequenas questões para ajeitar, o que será feito nos próximos dias", disse.

Em algumas unidades escolares que passaram por reforma a ideia é ampliar o número de vagas durante os próximos dias, em especial para crianças de zero a três anos, faixa etária de maior demanda pelo ensino público na cidade. "As intervenções executadas são essenciais pelo fato de que se pode atuar em ambientes onde normalmente teríamos que interditar. Geram um lugar de mais conforto para alunos e professores. Para os próximos meses estão previstos apenas serviços de manutenção e ampliações por meio de obras de caucionamento", explicou Amauri Sanchez, diretor-administrativo da secretaria de Educação.

MATO
Problema que vinha preocupando muitas comunidades às vésperas do começo das aulas, o mato que estava tomando conta de diversas escolas foi cortado nos últimos dias. Um mutirão foi promovido com servidores municipais, já que a licitação para contratação de empresa terceirizada para este tipo de atividade está sendo elaborada. "Queremos até a próxima temporada de chuvas, entre setembro e outubro, estar com a empresa contratada e fazendo o serviço", projetou Moraes.

CONTRATURNO
Apesar de o ano letivo ter sido iniciado na segunda-feira, o projeto de contraturno para parte de alunos do P4 deverá ser estabelecido em março, depois do Carnaval. Em 2018 a iniciativa atendeu 30 crianças no jardim Santa Fé, zona leste. A medida foi colocada em prática após o MP (Ministério Público) entrar com ação contra a prefeitura pelo fim do tempo integral para estudantes de quatro anos de idade. Para este ano a meta é que até 120 meninos e meninas sejam atendidos, de todas as regiões de Londrina. "Não começou junto porque não é escola, mas sim projeto de atuação para que a criança fique mais tempo no cuidado da prefeitura", justificou a secretária.

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