Volta às aulas na Zona Leste
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quinta-feira, 09 de fevereiro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Nem mesmo o incêndio causado por vândalos no final de janeiro impediu que as atividades recomeçassem ontem no Colégio Estadual José Rodrigues da Silva, no Conjunto Antares (Zona Leste de Londrina). Na madrugada de 29 de janeiro a sala dos professores e a de materiais pedagógicos e computação foram incendiadas e diversos materiais foram perdidos.
Ontem, os próprios alunos colocaram a faixa de boas-vindas para os colegas. De acordo com a diretora Sônia de Souza Álvares, foi necessário improvisar e os professores ficarão alojados em uma sala junto com a bibliotecária e alguns livros e materiais que não foram queimados. ''Já estamos providenciando os orçamentos para a licitação e esperamos que ainda em fevereiro as salas estejam disponíveis para uso.''
Quanto ao material perdido, será necessário aguardar recursos para a reposição e por enquanto os professores terão que improvisar. Renato Carlos Duarte, professor de Geografia, descobriu que os mapas de papel que eram expostos no quadro negro foram queimados e agora os alunos deverão acompanhar as explicações através dos mapas dos livros, até que novos sejam comprados.
Para Sônia o autor do vandalismo não foi um estudante do colégio e sim alguém fora da comunidade escolar. ''Temos um bom relacionamento com nossos alunos, fiz parte da direção durante muito tempo, fiquei um período fora e agora retornei. Conheço todo mundo, aqui eles fazem coisas pequenas, nada semelhante ao que ocorreu'', conta.
Neste primeiro dia de aula foram desenvolvidas atividades para que os alunos conhecessem os professores. A diretora disse que também será desenvolvido um programa em que representantes de cada sala serão monitores de diversas áreas, como limpeza e manutenção. ''Reuniremos sempre esses monitores para discutirmos questões pertinentes a cada área e sempre que não precisarmos gastar dinheiro para consertar coisas que eles quebrarem, o valor será usado para comprar materiais de uso deles, como bolas, mesas de pingue-pongue e outros'', explica.
Patrulha
Nesta semana a Patrulha Escolar já dará início à campanha para que os estudantes não levem para a sala de aula materiais não pedagógicos, como baralho, celular e máquinas fotográficas. Segundo o subcomandante da Patrula Escolar, tenente Fernando Bonifácio Ferreira, o objetivo é não só que os alunos se mantenham mais concentrados na aula, mas também que não chamem a atenção de pessoas mal intencionadas.
''Os colégios já têm isso em seus regulamentos, mas vamos reforçar. Alguns alunos andam com aparelhos caros e por isso podem ser vítimas de assaltantes. Também nos preocupamos com o cyberbulling, porque com o celular eles podem filmar alguma coisa e já colocar na internet'', destacou.
Para os estudantes, por enquanto, mesmo com a proibição dos colégios, o celular ainda é necessário na escola. Alguns alunos ouvidos pela reportagem confirmam levar o aparelho para a sala de aula. ''Uso para ouvir música enquanto faço meus exercícios'', afirmou uma adolescente. ''Minha mãe não sabe que trago o celular para a escola, mas nem sei se ficaria brava. Em casa estudo com música e enquanto tirar boas notas, ela não se importa'', contou outra. Uma terceira adolescente contou que além de ouvir músicas, também usa o aparelho para mandar mensagens.
Os policiais já tiveram reunião com os professores e agora irão visitar todas as salas de aula, conversando com os alunos e explicando o objetivo da campanha. ''Vamos manter também o posicionamento de proximidade com a família e a vizinhança escolar segura. Esperamos que os pais colaborem conosco e reforcem essa campanha'', destacou Ferreira. Ele lembrou que para a comunicação entre pais e filhos pode ser usado o telefone da escola.


