Volta às aulas na rede estadual
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Alunos e professores retornaram aos colégios estaduais do Paraná na manhã de ontem para dar início ao ano letivo de 2016. As aulas foram retomadas uma semana após o encerramento do ano letivo de 2015. As mudanças no calendário foram necessárias após a greve dos professores realizada no ano passado, que durou pouco mais de 40 dias.
Em Londrina, três escolas reiniciaram as atividades em meio a falhas estruturais. De acordo com a chefe do Núcleo Regional de Educação, Lucia Cortez, as condições do Colégio Padre Wistremundo Roberto Perez Garcia, no Parque Ouro Verde (zona norte); do Colégio Carlos Mungo Genez, no Conjunto Jamile Dequech (zona sul) e do Colégio Rina Maria de Jesus Francovig, no Jardim Campos Elíseos (zona sul) serão analisadas por um engenheiro que fará o levantamento para a elaboração de projetos de reforma.
Em Cambé, danos causados pelo excesso de chuva levaram à interdição da Escola Estadual Helena Kolody. Parte dos alunos foi remanejada para dois locais próximos: Colégio Olavo Bilac e Ceebja Maria do Carmo Bocati. "A [escola] Helena Kolody não deve voltar a funcionar nesse ano. Vamos precisar fazer um estudo do solo para a reforma e talvez uma parte tenha que ser demolida", explicou Lucia.
No Colégio Estadual Ulysses Guimarães, em Ibiporã, as aulas tiveram que ser suspensas ontem. A chuva registrada no último sábado levou a terra de terrenos vizinhos para dentro das salas da administração da escola. O imóvel onde funcionava o antigo Caic pertence à Prefeitura de Ibiporã e parte do espaço é cedida ao governo do Estado. "O prefeito esteve aqui para avaliar a situação e um engenheiro do Estado também deve verificar o que pode ser feito. No final da tarde de sábado, fui até os bairros próximos para avisar a vizinhança que não haveria aulas nesta segunda (ontem). Também espalhamos cartazes, publicamos nas redes sociais e conversamos com representantes das empresas de transporte escolar", ressaltou a diretora do colégio, Kátia Edriane Luiti.
Esta foi a segunda vez no ano em que o colégio foi invadido pela água da chuva. "Em janeiro, computadores e documentos foram danificados. Dessa vez, não perdemos nada", disse, aliviada, a diretora. Conforme Kátia, não há problemas na estrutura física do espaço, porém, como o imóvel fica em uma área mais baixa que os terrenos vizinhos, a água da chuva acaba escoando para o local. Com o imprevisto, pouco mais de 400 alunos ficaram sem aulas, incluindo 120 estudantes atendidos pela Escola Municipal Alberto Spiaci, que também funciona no imóvel. O início do ano letivo deve ocorrer na manhã de hoje.
A assessoria da Secretaria de Estado da Educação ressaltou que o quadro de professores está completo em todo o Paraná para a volta às aulas. Em Londrina, segundo o Núcleo Regional de Educação, mais de 50 mil estudantes retornaram aos 73 colégios do município. Com as mudanças no calendário escolar, as férias de julho estão programadas para o período entre os dias 18 e 29. O ano letivo será encerrado no dia 21 de dezembro.
FALTA DE ALUNOS
No Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, não foram fechadas turmas no 1º ano do ensino médio noturno. De acordo com a chefe do Núcleo Regional de Educação, Lucia Cortez, não houve interessados em número suficiente para justificar a abertura de turmas. "O planejamento começou em setembro do ano passado e nós programamos um número de turmas, mas, até mesmo no ano passado, a escola chegou a ter uma turma à noite com número reduzido de alunos. Neste ano, apenas 11 estudantes demonstraram interesse. Trabalhamos com o mínimo de 35 alunos por sala e o máximo de 40. Esses que se interessaram foram encaminhados ao Colégio Érico Veríssimo", explicou. Em contrapartida, o Colégio Olavo Bilac voltou a ofertar o curso profissionalizante de formação de docentes durante a manhã.


