Quase mil alunos da rede municipal de ensino começarão o ano letivo em salas de aula improvisadas, devido as interdições das escolas por causa das chuvas do começo de janeiro. Hoje, 39 mil estudantes iniciam o ano letivo. O retorno, antes marcado para o dia 29 de janeiro, foi adiado para que a Secretaria Municipal de Educação tivesse tempo de organizar o remanejamento das crianças.
Três unidades estão totalmente interditadas e sete parcialmente. Ao todo, das 114 escolas municipais, 78 foram afetadas pelas chuvas. Os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Sandra Regina Maximiano Leme, no Jardim Leonor (zona oeste), vão ocupar três salas da Comunidade Evangélica Deus Vivo, no Jardim Santiago 2, distante cerca de 1km do CMEI. Os funcionários do centro de educação e da Secretaria de Educação passaram o feriadão de Carnaval organizando a mudança.
Os estudante da Escola Municipal José Hosken de Novaes, do Jardim Bandeirantes (zona oeste), vão estudar no Colégio Estadual Antônio Moraes de Barros, no mesmo bairro. O colégio tem um prédio anexo que irá abrigar os alunos da rede municipal. As turmas do CMEI Aracy Soares dos Santos, no Conjunto Cafezal 2 (zona sul), serão divididas entre o Centro Comunitário e o CMEI Nissia Rocha Cabral, na mesma região.
Também precisarão ser remanejadas algumas turmas da Escola Municipal Mábio Gonçalves Palhano, no Parque Ouro Branco (zona sul). Elas serão realocadas na Paróquia Nossa Senhora do Carmo. A direção da escola vai avaliar hoje quantas turmas serão transferidas para a paróquia, mas de acordo com secretária de Educação, Janet Thomas, serão priorizadas as séries finais do ensino fundamental.
Das 78 escolas que sofreram danos, 20 foram consertadas com os serviços de marcenaria da própria secretaria. Para a reforma das demais unidades foi realizada licitação. "Duas empresas estão fazendo as planilhas de custo para nos apresentar e, então, definirmos quem fará as reformas", explicou Janet.

Volta às aulas improvisada
Volta às aulas improvisada Volta às aulas improvisada Volta às aulas improvisada Volta às aulas improvisada Volta às aulas improvisada Volta às aulas improvisada Volta às aulas improvisada Volta às aulas improvisada Volta às aulas improvisada


RECURSOS
Os prejuízos foram calculados em R$ 14 milhões. Inicialmente, a projeção era de que seriam necessários R$ 17 milhões para recuperar as escolas. A expectativa era contar com recursos do governo federal para as obras, mas esse valor não será liberado. "Soubemos que só virá recurso federal para reconstruções e não para reformas. O prefeito liberou R$ 7 milhões, mas estou atrás de recurso com o governo estadual para as obras", disse a secretária.
A reforma do CMEI Sandra Regina Maximiano Leme já estava licitada. A secretária acredita que as obras sejam iniciadas rapidamente. Está aberta a licitação para a compra de dez salas de aulas móveis. Até o dia 15 deve ser definida a empresa vencedora que terá prazo de 30 dias para começar a entrega dos módulos. A previsão é de que, até o segundo semestre, todos os módulos sejam entregues.
"A empresa vencedora deve entregar dois módulos com ar condicionado a cada 15 dias. Então, até o começo do segundo semestre estará tudo funcionado. Optamos por comprar os módulos por sair mais barato do que alugar espaços para abrigar os alunos", afirmou Janet. A aquisição das salas modulares deve custar entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. A Secretaria de Educação também vai alugar duas cozinhas modulares.

mockup