Volta às aulas com segurança
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Com a volta às aulas, a empolgação por encontrar os amigos, estrear o material escolar e conhecer os professores toma conta da garotada. Diante de tanta animaçãoe, alguns cuidados básicos com relação ao bem-estar e desenvolvimento podem acabar sendo relegados a um segundo plano. Para que isso não ocorra, especialistas listam as principais observações a que pais e professores devem estar atentos. Uso correto das mochilas, a postura recomendada em sala de aula, o calçado adequado para o ambiente escolar e a prevenção de acidentes durante as brincadeiras são apontados como os principais cuidados.
''Um dos fatores de maior risco é o transporte de materiais escolares. No começo do ano letivo, sempre tem a lista que contempla uma grande quantidade de materiais e nem todos os pais se dão conta do perigo que isso representa'', explica o ortopedista de Londrina, Aricio Tavares. ''Todo este excesso de peso pode trazer sérios problemas para coluna ou facilitar uma patologia para a qual a criança já tem tendência'', acrescenta.
De acordo com informações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), o peso adequado a ser transportado em uma mochila é de, no máximo, 10% do peso corporal. Por isso, a sugestão é arrumar a mochila diariamente segundo as necessidades das aulas do dia seguinte. Neste caso, um criança de cerca de 40 quilos deve carregar um mochila de, no máximo, quatro quilos.
''O caderno de 10 matérias pode ser substituído por aquele esquema de fichários, em que o aluno leva para a escola somente as folhas das matérias aplicadas naquele dia'', orienta Tavares. O ortopedista alerta ainda que diante de tantas opções de mochilas existentes no mercado, o ideal é considerar a saúde da coluna e dos ombros.
''Vale ainda dar preferência para os modelos de alças alcolchoadas com largura que não excedam o tamanho do dorso do aluno e com a altura sobre a região da cintura, nunca apoiada no glúteo'', destaca Tavares, salientando a importância de nunca usá-las sobre um ombro só, visto que a sobrecarga em um dos lados somente pode acarretar problemas de postura como escoliose e cifose.
Apoio
O ortopedista lembra ainda a importância da postura em sala de aula e faz um alerta para os professores. ''Uma grande maioria dos alunos tem o hábito de inclinar o corpo para frente no momento de escrever, dobrando a coluna e o pescoço'', lembra. ''É necessário que os professores estejam atentos a isso, sinalizando-os a manter uma postura ereta, com as costas apoiada na cadeira.''
O uso do calçado correto também deve ser um motivo de preocupação. Segundo Tavares, os sapatos ideais para o uso das crianças devem ser flexíveis, maleáveis, tanto no comprimento quanto na largura e devem manter a base do pé estável no chão. ''O mais adequado é uso do tênis com amortecedores, se possível'', diz.
O profissional alerta que os saltinhos não devem ser utilizados por crianças e pré-adolescentes, pois podem facilitar a perda do equilíbrio, gerando quedas ou prejudicando a formação dos pés ou ocasioando traumas.
Quedas
Na hora da brincadeira, toda atenção é pouca para que sejam evitadas quedas e, consequentemente, traumas e lesões. Segundo dados do National Pediatric Trauma Registry (NPTR - serviço norte americano de registro de trauma pediátrico), acidentes relacionados a atividades recreativas e esportivas são mais frequentes 5 e 14 anos de idade. Entre crianças de 1 a 4 anos, acontecem com frequência razoável quedas de móveis, da cama, de equipamentos de recreação, de degraus, de escadas e de altura.
De acordo com o especialista em traumas do Into, Leonardo Rocha, é importante conhecer o ambiente da brincadeira e, dessa maneira, investir em prevenção com uso de equipamentos de segurança e instruções que começam já em casa.


