Escola na área central de Londrina: área de embarque e desembarque é insuficiente
Escola na área central de Londrina: área de embarque e desembarque é insuficiente | Foto: Marcos Zanutto



A supervisora da Escola Municipal Arthur Thomas (centro de Londrina), Mônia Uhdre de Azevedo, disse que em 2016 foi solicitado à prefeitura a mudança da entrada da instituição da Rua Goiás para a Rua Mato Grosso e a construção de um recuo para facilitar o embarque e desembarque dos alunos e reduzir o risco de atropelamentos. As reivindicações, no entanto, não foram atendidas. Para garantir a segurança das crianças, elas são orientadas a esperar a chegada dos pais dentro da escola.
"Na frente tem uma área de embarque e desembarque, mas não é suficiente. Tem muitos pais que param em frente ao portão do estacionamento e impedem a saída dos professores. A gente tenta organizar, mas é complicado. Um recuo aqui na frente da escola já ajudava", comentou a supervisora. Na escola, o uso de aparelho celular também é proibido até mesmo durante o recreio.
Em 2016, nenhuma morte por atropelamento envolvendo menores de 19 anos foi registrada em Londrina, segundo o Placar do Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Na cidade, a faixa da população mais vulnerável a sofrer esse tipo de acidente está acima dos 60 anos de idade. Ainda assim, o diretor de Trânsito da companhia, Hemerson Pacheco, disse que estão previstas intervenções viárias no entorno de 19 escolas da área central de Londrina, pública e privadas, a partir de março. "Estamos preparando algumas ações, com mudanças no estacionamento em algumas ruas para dar maior mobilidade e segurança. Já estamos com o projeto para as readequações", disse o diretor.
Além das mudanças viárias, a CMTU planeja colocar agentes de trânsito nas ruas do entorno das escolas para orientar motoristas e pedestres e "distribuir kit escola" às instituições de ensino. "O kit escola é o fornecimento do material para a pintura da faixa de pedestres de vermelho e para instalação de redutores de velocidade para que as crianças tenham mais segurança", explicou Pacheco. A melhoria na sinalização vertical e nas legendas de aproximação, como é chamada a pintura no asfalto utilizada para alertar motoristas para a proximidade de escolas, travessia de pedestres e limites de velocidade, também estão previstas.
Pacheco lembrou, no entanto, que um trânsito mais seguro depende também da colaboração da direção das escolas, dos pais e da comunidade de cada região. "Não adianta cobrar só do poder público. É preciso o envolvimento de todos."
No Colégio Maxi, as campanhas internas sobre segurança no trânsito e prevenção a acidentes são feitas ao longo de todo o ano com orientações por escrito aos pais dos alunos e a distribuição de cartilhas. "Os alunos respeitam a sinalização aqui no entorno do colégio e a maioria dos pais também colabora. O colégio se preocupa muito com a segurança dos alunos. Os maiores têm essa preocupação por causa de toda a orientação que fazemos internamente e os menores nem saem sozinhos do colégio. Graças a Deus, nunca tivemos nenhum registro de acidentes envolvendo nossos alunos", disse o chefe de Segurança do colégio, Marcos Antonio Theodoro. "Já pedimos para a CMTU reforçar a pintura em vermelho da faixa de pedestres em frente a escola."

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