Curitiba - O técnico em informática, Roberto (nome fictício), 30 anos, já transou sem camisinha com prostitutas. Sem medo de transmitir qualquer doença para esposa, ele só pensa nas consequências após o sexo. ''Na hora do embalo, as meninas não fazem tanta questão assim. É muito fácil. Botou um perfuminho...'', garante.
Ele não faz o teste de HIV com frequência e diz transar mais com prostitutas atualmente do que quando era solteiro. ''Já fiz (o exame) há muito tempo. Não faço com frequência porque agora sou casado'', afirma.
Roberto diz não pensar em propor a proteção durante o programa. Assim como o técnico, muitos outros homens transam sem preservativo com prostitutas. Há aqueles que buscam por isso e outros que se deixam levar pelo momento.
A facilidade em conseguir o sexo desprotegido foi comprovado pela reportagem em uma boate da cidade.®MDBO¯ ®MDNM¯Quando entraram, os dois repórteres da FOLHA foram abordados por uma das mulheres. Ela logo iniciou a conversa e disse não fazer sexo sem proteção.
Entretanto, logo uma colega chegou e o acerto do programa sem preservativo não demorou. ''Vocês, fortes assim, são saudáveis'', disse uma delas. Os repórteres encerraram logo a conversa, recusando a oferta, até pelo mesmo preço, do programa desprotegido.
Ao contrário da reportagem, Roberto procura garotas das casas nos bairros nobres da Capital, localizadas na Região Central.''Combino com elas para mais tarde e as levo em um motel'', diz.
Cliente do sexo pago desde os 18 anos, Roberto já teve gonorreia. Ele explica que algumas garotas de programa até oferecem a camisinha, mas nem sempre dá tempo de parar para colocá-la. ''Agora estou mais ajuizado'', brinca ele.
(D.R., M.R.M. e O.G.)

mockup